A Moody’s rebaixou o rating corporativo da Rumo (RAIL3) de “Ba2” para “Ba3”, em uma decisão que reflete o recente rebaixamento da controladora Cosan (CSAN3). Ao mesmo tempo, a agência de classificação de risco alterou a perspectiva da operadora logística de “em revisão” para negativa, indicando que o perfil de crédito da companhia segue pressionado.
Segundo a Moody’s, a revisão da nota da Rumo decorre diretamente da piora na avaliação de crédito da Cosan, que controla a empresa. A agência havia rebaixado anteriormente o rating da holding em razão da deterioração de sua estrutura financeira.
Pressão na controladora
De acordo com a agência, o rebaixamento da Cosan foi motivado principalmente pela ainda fraca cobertura de juros no nível da holding, além de um perfil financeiro considerado dependente da distribuição de dividendos pelas controladas e da monetização de ativos para sustentar sua estrutura de capital.
Na avaliação da Moody’s, essa dependência aumenta a sensibilidade da holding a eventuais mudanças no fluxo de caixa das empresas investidas e às condições de mercado para a venda de ativos.
Perspectiva negativa
Com a mudança, a perspectiva para o rating da Rumo passou a ser negativa. Isso sinaliza que a agência continuará acompanhando a evolução da situação financeira da Cosan e seus possíveis impactos sobre a capacidade de crédito da operadora ferroviária.
Apesar do rebaixamento, a Rumo permanece na categoria “Ba3” da escala global da Moody’s, ainda dentro do grau especulativo, utilizado para emissores considerados mais expostos a riscos de crédito do que empresas classificadas como grau de investimento.
A decisão reforça a influência da estrutura financeira da controladora sobre a avaliação de risco da Rumo, mesmo em um momento em que a companhia segue executando seus investimentos em expansão logística e infraestrutura ferroviária.
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