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Cosan é dependente de ciclo de redução de juros, diz Citi

Cosan é dependente de ciclo de redução de juros, diz Citi

Na visão do banco, a queda das taxas de juros é um fator importante para aliviar a estrutura de capital da companhia

O Citi retomou a cobertura das ações da Cosan (CSAN3) com recomendação neutra e preço-alvo de R$ 4,50, avaliando que, apesar dos avanços no processo de desalavancagem, a tese de investimento da holding ainda depende do ciclo de redução dos juros.

Na visão do banco, a queda das taxas de juros é um fator importante para aliviar a estrutura de capital da companhia. Os analistas também destacam que diminuíram os riscos de uma eventual necessidade de aporte da Cosan na reestruturação da Raízen (RAIZ4), à medida que a empresa avança em suas próprias negociações para fortalecer sua situação financeira.

BTG: novo assessor financeiro

Em paralelo, a Cosan informou nesta segunda-feira que contratou o BTG Pactual como assessor financeiro para avaliar potenciais alternativas estratégicas para sua participação de 20,32% na Rumo.

Em comunicado ao mercado, a holding ressaltou que o processo está em fase inicial e que ainda não há qualquer decisão sobre a efetivação de uma operação envolvendo sua participação na companhia de logística ferroviária. Segundo a empresa, a contratação do assessor financeiro não implica a realização de uma venda ou de qualquer outro negócio.

Bradesco BBI reitera compra

Mais cedo, o Bradesco BBI divulgou relatório onde reitera recomendação de compra para as ações da Cosan, com preço-alvo de R$ 22, um dia após a saída do Grupo Ultra das negociações para adquirir uma participação na Rumo (RAIL3), conforme revelada pelo jornal O Globo no domingo. Para a casa de análise, essa desistência reduz de forma marginal o número de potenciais parceiros estratégicos da Cosan, mas não compromete a tese de uma eventual transação.

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“Se confirmada, acreditamos que a retirada da Ultra reduz modestamente o universo de potenciais parceiros estratégicos para o grupo controlador”, escreveram os analistas André Ferreira e Ricardo França.

Na visão do banco, a decisão pode refletir apenas questões relacionadas ao valuation da operação ou indicar que as negociações seguem com outros interessados, e não necessariamente o encerramento da busca da Cosan por um sócio estratégico para a Rumo.

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