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Cosan (CSAN3): BTG (BPAC11) reitera compra após 3TRI22

Cosan (CSAN3): BTG (BPAC11) reitera compra após 3TRI22

O banco BTG Pactual (BPAC11) reitera compra para Cosan (CSAN3) após os resultados do 3TRI22 da companhia de etanol. De acordo com o banco, alguns dados foram considerados fracos, mas dados de subsidiárias como Raízen (RAIZ4), Rumo (RAIL3) e outras, compensaram. O preço-alvo da ação é de R$ 39. Segundo o relatório BTG, o CEO […]

O banco BTG Pactual (BPAC11) reitera compra para Cosan (CSAN3) após os resultados do 3TRI22 da companhia de etanol. De acordo com o banco, alguns dados foram considerados fracos, mas dados de subsidiárias como Raízen (RAIZ4), Rumo (RAIL3) e outras, compensaram. O preço-alvo da ação é de R$ 39.

Segundo o relatório BTG, o CEO Luis Henrique Guimarães reforçou sua visão otimista sobre o posicionamento do grupo, com avenidas de crescimento em cinco setores globais estratégicos (alimentos, energia, energia renovável, créditos de carbono e mineração), que devem continuar garantindo a resiliência dos lucros, sustentada por uma clara vantagem competitiva em todas as unidades de negócios da empresa.

“Isso contrasta com o tom claramente mais conservador da Cosan de menos de um ano atrás (divulgação de resultados do 4TRI21), quando a empresa divagou sobre otimização de capex, corte de custos e mais escrutínio ao analisar novos projetos”, pontuou o relatório.

Cosan (CSAN3) tem resultado um pouco abaixo do esperado, mas sólido em outros segmentos

Voltando aos resultados do terceiro trimestre, o ebitda ajustado (ex-IFRS16) foi de R$ 4 bilhões (acréscimo de 16% frente ao 3TRI21), 2% abaixo da projeção BTG devido a números mais fracos da Raízen (o problema foi na distribuição de combustível). Mas foi compensando por bom resultado da Rumo (RAIL3), sendo 2% acima do esperado; números em linha na Compass e Moove; e despesas de manutenção abaixo do esperado.

O ebitda do Radar caiu 46% ante o 3TRI21 para R$ 65 milhões, mas principalmente devido a marcação a mercado de terras agrícolas que impulsionou os números do 2TRI22. Por fim, o prejuízo líquido de R$ 202 milhões da Cosan ficou abaixo da estimativa BTG, principalmente devido a maiores despesas com D&A e despesas financeiras não caixa.

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Primeiros sinais da aquisição da Vale (VALE3)

A dívida bruta da companhia aumentou R$ 8 bilhões, refletindo a dívida levantada para financiar a aquisição de participação na Vale (VALE3). Da aquisição de 6,5% anunciada há um mês, 2% foram concluídos antes do final do terceiro trimestre e já está refletida no balanço da empresa.

Com R$ 3,6 bilhões investidos na aquisição de títulos negociáveis conforme declaração no fluxo de caixa, as ações da mineradora estão atualmente sendo reconhecidas como “equivalentes a caixa”. A alavancagem da Cosan aumentou para 3,1x dívida líquida/ebitda no terceiro trimestre (de 2,4x no segundo trimestre) devido ao consumo de caixa na Raizen com um capex mais alto e capital de giro sazonal.

Neste novo ciclo de crescimento que continua a se desenrolar, o banco ainda acredita que os investidores gradualmente darão à Cosan mais benefícios da dúvida devido à sua equipe de gestão testada ao longo do tempo e sólido histórico de alocação de capital.

“Claro, expandir sua presença no segmento de mineração via Vale não é trivial e mostra um plano bastante ousado, mas uma estrutura de derivativos criativa para financiar a aquisição cria um formato de financiamento único (e, até certo ponto, bastante atraente)”, pontua outro trecho do relarório.

O portfólio agora altamente diversificado com visibilidade da geração de caixa também deve ajudar a manter o balanço em boas condições até que os novos projetos da CSAN comecem a amadurecer.

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