A Cury (CURY3) teve seu preço-alvo elevado pelo Santander e ganhou o status de nova principal aposta do banco no setor de construção civil. A instituição revisou o preço-alvo para R$ 52,00, ante R$ 49,00 anteriormente, e reiterou a recomendação de compra, apoiada em uma combinação de crescimento de lucro, valuation atrativo e forte geração de caixa.
A revisão incorpora os resultados recentes e ajustes nas projeções macroeconômicas, além de melhorias nas estimativas de lucro para os próximos anos. Com isso, a companhia passou a ser considerada a principal escolha do Santander dentro do segmento.
Lucro mais forte sustenta revisão positiva
A atualização do preço-alvo foi impulsionada principalmente pela melhora nas projeções de resultados. O banco elevou suas estimativas de lucro líquido em 3% para 2026 e em 7% para 2027, mesmo com um leve ajuste negativo na expectativa de margem bruta.
Segundo os analistas, esse desempenho é sustentado por fatores operacionais relevantes.
“A revisão positiva dos lucros decorre principalmente de um aumento marginal nos lançamentos e nas pré-vendas, além de maior diluição das despesas SG&A”, destacam.
Além disso, o Santander aponta que o crescimento da receita acima do esperado e reajustes de preços contribuíram para reforçar a tese de expansão de resultados no médio prazo.
Valuation atrativo mesmo após queda das ações
Mesmo com fundamentos considerados sólidos, as ações da Cury acumulam queda relevante nos últimos meses, o que, na visão do banco, criou uma oportunidade de investimento.
“Consideramos essas preocupações excessivas”, afirmam os analistas, referindo-se ao receio do mercado sobre pressão inflacionária nos custos da construção.
Desde o pico em fevereiro de 2026, o papel recuou mais de 30%, desempenho bem inferior ao do Ibovespa no período. Ainda assim, o Santander avalia que os preços atuais já embutem um cenário conservador demais, com margem implícita significativamente abaixo dos níveis atuais da companhia.
O banco também destaca fatores adicionais que o mercado estaria subestimando, como a robustez do backlog, a correção inflacionária da carteira de recebíveis e a maior capacidade de repasse de preços nos novos projetos, especialmente com foco em segmentos mais elevados do programa habitacional.
Com isso, a Cury combina crescimento expressivo — com projeção de expansão do lucro por ação de mais de 20% ao ano — com dividend yield elevado e múltiplos considerados atrativos, reforçando sua posição como destaque no setor.
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