A Casas Bahia (BHIA3) negou que estivesse negociando um empréstimo na modalidade DIP – debtor-inpossession financing – no valor de R$ 1 bilhão. Em comunicado de esclarecimento enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a varejista informou que continua em negociações com agentes de mercado, com o objetivo de encontrar a melhor solução para sua atual situação financeira. Porém, mas não se limitando à obtenção de recursos por meio de financiamento.
“No entanto, ainda não há quaisquer definições relacionadas a eventual operação dessa natureza, seja de tamanho, prazo ou contraparte, razão pela qual inexiste informação a ser divulgada no atual momento”, informou a rede de lojas, citando matéria divulgada pela mídia fazendo menção ao suposto empréstimo.
Com isso, a Casas Bahia informou que está avaliando potenciais alternativas de renegociação de prazos de pagamento de suas dívidas e obtenção de recursos adicionais, o que inclui mecanismos de transação tributária e a liberação de valores depositados em juízo com o intuito de liberar caixa.
No entanto, confirma que diversas dessas alternativas ainda estão em fase de avaliação, não sendo possível confirmar se serão empregadas, nem tampouco o prazo em que serão concretizadas.
“A própria petição de pedido de recuperação judicial da Companhia (que foi disponibilizada ao mercado em geral nos termos da Resolução da CVM nº 80/22, conforme alterada) alude a algumas de tais medidas, incluindo o pedido de levantamento de depósitos trabalhistas”, completa o comunicado da companhia.
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E diz ainda que o alongamento do prazo de pagamento de fornecedores no primeiro trimestre da companhia é indicado nos comentários sobre o balanço do primeiro trimestre do ano, e o fluxo de caixa livre (de R$ 800 milhões) e a redução nos estoques (no valor de R$ 1,15 bilhão) e que constam do fluxo de caixa gerencial.
Redução de lojas
Sobre possível redução de lojas, a Casas Bahia indicou que reduziria o capex por meio de remanejamento do quadro de despesas, mas por serem medidas recentes, ainda não existiria a dimensão exata dos custos e economias estimados em relação a tais fechamentos e reduções.
Em paralelo, a Multilaser (MULT3) informou que pretende ampliar o provisionamento para eventuais perdas com recebíveis no montante aproximado de R$ 20 milhões, além dos R$ 11 milhões já provisionados anteriormente.
Segundo a fornecedora de tecnologia, o valor total corresponde exclusivamente à parcela do saldo a receber que não está coberta pelas apólices de seguro de crédito e pelos demais instrumentos de garantia contratados.
“A companhia acompanha ativamente a evolução do caso e já adotou as providências operacionais, comerciais e jurídicas cabíveis para mitigar eventuais perdas, incluindo a execução das garantias previstas nas apólices de seguro e outros instrumentos de garantia vigentes”, completa a companhia.






