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Minério de ferro sobe em Dalian, enquanto bolsas asiáticas recuam com aversão a risco

Minério de ferro sobe em Dalian, enquanto bolsas asiáticas recuam com aversão a risco

A valorização da commodity ocorre em um dia marcado por quedas expressivas nas principais bolsas da Ásia

O minério de ferro encerrou a sessão desta quarta-feira (19) em alta na bolsa de Dalian, na China, em um movimento que ocorreu apesar da forte aversão ao risco nos mercados asiáticos. O contrato de referência avançou 0,78%, para US$ 105,66.

A valorização da commodity ocorre em um dia marcado por quedas expressivas nas principais bolsas da Ásia. O movimento foi liderado pela Coreia do Sul, que recuou 5,80%, e pelo Japão, com baixa de 3,16%. Na China continental, o índice de Shenzhen caiu 5,01%, enquanto o Xangai perdeu 2,40%. Em Hong Kong, o Hang Seng apresentou leve alta de 0,09%, enquanto o Taiex, em Taiwan, recuou 1,30%.

A pressão sobre os mercados acionários veio principalmente de uma nova onda de vendas de empresas de semicondutores, em meio à combinação de rendimentos elevados dos títulos e avanço dos preços do petróleo, fatores que aumentaram a cautela dos investidores.

Minério resiste à pressão externa

Mesmo com o ambiente negativo nos mercados acionários, o minério de ferro conseguiu sustentar uma trajetória positiva em Dalian. A commodity continua sendo acompanhada de perto pelos investidores diante da importância da China para a demanda global de aço.

O desempenho desta quarta-feira, porém, contrasta com a piora generalizada dos ativos de risco na região. A queda das bolsas chinesas reflete, entre outros fatores, a pressão sobre o setor de tecnologia e as incertezas relacionadas à disputa entre Estados Unidos e China pelo domínio da inteligência artificial.

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Disputa por chips aumenta tensão entre EUA e China

O setor de semicondutores voltou ao centro das atenções após relatos de que empresas chinesas estariam conseguindo acessar chips avançados da Nvidia por meio de centros de dados localizados no Sudeste Asiático, apesar das restrições impostas pelos Estados Unidos.

A Nvidia possui uma posição dominante no mercado de chips de alto desempenho utilizados em inteligência artificial, o que transformou os controles de exportação americanos em uma das principais ferramentas de Washington para tentar preservar sua vantagem tecnológica sobre Pequim.

Menos de uma semana após a Moonshot AI lançar um novo modelo de inteligência artificial em julho, o funcionário da Casa Branca Michael Kratsios acusou a empresa de utilizar chips GB300 da Nvidia por meio de uma instalação na Tailândia.

A acusação adiciona mais um capítulo à disputa tecnológica entre as duas maiores economias do mundo e pode aumentar a pressão por mecanismos de controle sobre a circulação de semicondutores avançados.

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