A Prio (PRIO3) deve reportar um segundo trimestre de 2026 com Ebitda praticamente estável, apesar da alta dos preços do petróleo e do crescimento de 11% na produção em relação ao primeiro trimestre.
O BTG Pactual projeta Ebitda de aproximadamente US$ 869 milhões — alta de apenas 2% sequencial —, pressionado pelo imposto sobre exportação de petróleo, por royalties mais elevados e por offtakes que cresceram apenas 3% no trimestre, para 15,2 milhões de barris.
Apesar do resultado operacional mais modesto, a geração de caixa deve surpreender positivamente.
“Projetamos FCFE yield (Rendimento do Fluxo de Caixa Livre para o Acionista) de aproximadamente US$ 490 milhões, equivalente a um yield de 5%, com parte dos recursos direcionada a recompras de ações”, afirmam Rodrigo Almeida e Gustavo Cunha, analistas do BTG Pactual.
Produção cresce e abre caminho para dividendos
O BTG mantém visão positiva sobre a Prio, sustentada pelo momentum operacional crescente. A produção líquida mais recente da companhia atingiu cerca de 197 mil barris por dia, segundo dados da ANP, com novos projetos de curto prazo previstos — incluindo novos poços em Frade e Arapuça.
Esse crescimento, combinado com preços do petróleo mais elevados, deve sustentar uma forte geração de caixa também no terceiro trimestre de 2026.
“A melhora contínua da produção, aliada aos preços mais altos do petróleo, deve impulsionar um forte fluxo de caixa livre também no terceiro trimestre de 2026 e acelerar as discussões sobre a implementação de uma política de dividendos”, destacam Almeida e Cunha.
Com geração de caixa livre projetada entre US$ 1,7 bilhão e US$ 2,6 bilhões em 2026 e 2027, o BTG acredita que a companhia pode começar a distribuir recursos já no segundo semestre de 2026.
Política de dividendos pode ser catalisador
Na ausência de oportunidades relevantes de M&A, o BTG avalia que a robusta geração de caixa da Prio deve se traduzir em distribuições sólidas aos acionistas — combinando recompras e dividendos.
A implementação de uma política formal de dividendos é apontada pelos analistas como o principal catalisador de curto prazo para as ações.
“A implementação de uma política de dividendos no curto prazo poderia se traduzir em um dividend yield de dois dígitos médios para 2027 e dar um suporte mais claro ao valuation da Prio”, concluem Rodrigo Almeida e Gustavo Cunha.
O BTG mantém a Prio como sua principal preferência entre as empresas de exploração e produção de petróleo de menor porte listadas no Brasil.






