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Vibra pode mais que triplicar Ebitda no 2T26

Vibra pode mais que triplicar Ebitda no 2T26

BTG projeta resultado de R$ 4 bilhões e vê margens elevadas até o terceiro trimestre

A Vibra Energia (VBBR3) pode registrar Ebitda ajustado de aproximadamente R$ 4 bilhões no segundo trimestre de 2026, alta de 42% frente ao trimestre anterior e de 231% na comparação anual.

A projeção consta em relatório do BTG Pactual (BPAC11), assinado pelos analistas Rodrigo Almeida e Gustavo Cunha. O banco atribui o desempenho esperado principalmente às margens mais elevadas na distribuição de combustíveis.

“A posição competitiva de suprimento deve permitir à companhia apresentar um conjunto forte de resultados”, afirmam os analistas.

O BTG também estima receita líquida de R$ 55,8 bilhões no período, crescimento de 22% em um ano. O lucro líquido pode alcançar R$ 2,1 bilhões, avanço anual de 326%.

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Distribuição de combustíveis deve liderar resultado

O segmento de distribuição deve responder por aproximadamente R$ 3,8 bilhões do Ebitda ajustado da Vibra no 2T26. O valor representa crescimento de 69% frente ao primeiro trimestre e de 289% na comparação anual.

“A distribuição de combustíveis deve ser a estrela do trimestre”, resume o BTG.

O banco projeta margem de R$ 420 por metro cúbico no segmento, ante R$ 258 no 1T26 e R$ 112 no segundo trimestre do ano passado.

Segundo os analistas, o resultado deve ser favorecido por um mercado brasileiro de combustíveis mais apertado, especialmente no diesel, e pela estratégia de abastecimento da Vibra concentrada nas compras junto à Petrobras (PETR4).

O volume comercializado deve crescer aproximadamente 4% em relação ao mesmo período de 2025, para 9,1 milhões de metros cúbicos. A expansão considera a continuidade das tendências observadas no início do ano, com a entrada de novos postos na rede e a conquista de clientes empresariais.

Na avaliação do BTG, a combinação entre maior volume e condições favoráveis de fornecimento ajuda a explicar a forte expansão projetada para a rentabilidade da distribuidora.

Geração de caixa pode alcançar R$ 2,1 bilhões

Além do avanço do Ebitda, o BTG espera que a Vibra apresente uma geração robusta de caixa no segundo trimestre.

O fluxo de caixa livre ao acionista deve alcançar aproximadamente R$ 2,1 bilhões, mesmo com uma expectativa de consumo de R$ 300 milhões em capital de giro.

Segundo os analistas, essa geração deve permitir que a companhia continue reduzindo seu endividamento líquido e avançando na gestão de seus passivos.

O banco também considera que as margens elevadas podem continuar beneficiando a Vibra no trimestre seguinte.

“Ainda não há um sinal claro de normalização das margens, o que deve sustentar resultados fortes no 3T26”, avaliam Almeida e Cunha.

Leia também:

Comerc continua pressionada pelo setor elétrico

O desempenho da Comerc deve permanecer como o principal contraponto aos números positivos da distribuição de combustíveis.

O BTG estima Ebitda proporcional à participação da Vibra de aproximadamente R$ 220 milhões no segundo trimestre, acima dos R$ 173 milhões registrados no 1T26, mas inferior aos R$ 263 milhões obtidos um ano antes.

De acordo com os analistas, as restrições de geração de energia, conhecidas como curtailment, continuam pressionando os resultados do negócio.

Apesar do desempenho mais fraco da Comerc, o banco avalia que a força da distribuição e a geração de caixa devem manter o momento positivo dos resultados consolidados.

O BTG reiterou recomendação de compra para as ações da Vibra, com preço-alvo de R$ 42. O valor representa potencial de valorização de 21,7% sobre a cotação considerada no relatório.