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Santander deve reportar trimestre mais fraco, mas lucro deve ficar estável, projeta Genial

Santander deve reportar trimestre mais fraco, mas lucro deve ficar estável, projeta Genial

Corretora estima avanço das provisões para crédito, pressão sobre spreads e ROE de 15,7% no 2T26, mas vê recuperação gradual da rentabilidade até 2027

O Santander Brasil (SANB11) deve apresentar um segundo trimestre de 2026 marcado por desaceleração operacional, segundo projeções da Genial Investimentos. A expectativa é de crescimento mais modesto da carteira de crédito, aumento das despesas com provisões para perdas de crédito e leve compressão da rentabilidade. Ainda assim, a corretora estima que o banco mantenha o lucro líquido recorrente praticamente estável em relação ao trimestre anterior, beneficiado por uma menor alíquota efetiva de imposto.

A Genial projeta lucro líquido recorrente de R$ 3,74 bilhões no 2T26, alta de 0,3% na comparação trimestral e de 4% em relação ao mesmo período do ano anterior. O retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) deve ficar em 15,7%, recuo de 0,3 ponto percentual frente ao primeiro trimestre e de 0,7 ponto na comparação anual.

Apesar do desempenho mais fraco esperado para o período, a corretora mantém uma visão construtiva para a evolução da rentabilidade do banco. A expectativa é de uma recuperação gradual nos próximos trimestres, embora sujeita à volatilidade do cenário macroeconômico e aos impactos da normalização da alíquota de imposto prevista para 2026 e 2027. A projeção é que o Santander alcance um ROE próximo de 20% em algum trimestre de 2027.

Provisões e spreads devem pressionar resultado operacional

Na avaliação da Genial, a principal pressão sobre os resultados virá do aumento das despesas com provisões para perdas de crédito (PDD), estimadas em R$ 6,93 bilhões, avanço de 9,2% em relação ao trimestre anterior. O movimento reflete tanto um ambiente macroeconômico mais desafiador para os segmentos de varejo e pequenas e médias empresas quanto os efeitos da mudança na política de baixas a prejuízo.

Com isso, o lucro antes dos impostos (EBT) deve recuar 3,5% na comparação trimestral. A estabilidade do lucro líquido, segundo a corretora, será sustentada principalmente pela redução da alíquota efetiva de imposto de renda, estimada em 12,1%, ante 14,8% no primeiro trimestre.

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A carteira de crédito ampliada deve atingir R$ 713 bilhões, crescimento de 1% sobre o trimestre anterior e de 5,5% em relação ao mesmo período de 2025. O avanço deve continuar concentrado nos segmentos de alta renda e de pequenas e médias empresas, em linha com a estratégia mais seletiva do banco na concessão de crédito.

Já a Receita Líquida de Juros com Clientes (NII Clientes) deve recuar 0,4% na comparação trimestral, refletindo o impacto do diferimento das comissões migradas para essa linha, o que deve pressionar os spreads. Em contrapartida, o resultado de tesouraria deve mostrar melhora, embora permaneça negativo, com perdas estimadas em R$ 600 milhões, ante resultado negativo de R$ 771 milhões no trimestre anterior.

A Genial também projeta leve queda de 0,6% nas receitas de serviços, para R$ 5,4 bilhões, em razão da menor atividade no mercado de capitais durante o trimestre. As despesas gerais devem permanecer sob controle, com alta estimada de 0,4%, enquanto a linha de outras despesas deve totalizar R$ 2,02 bilhões, mantendo crescimento anual próximo da inflação.