A Iguatemi (IGTI11) encerrou o 2º trimestre de 2026 com lucro líquido ajustado de R$ 133,8 milhões, 35,8% abaixo do apurado um ano antes. Os números foram divulgados nesta terça-feira (4).
A comparação, no entanto, parte de uma base distorcida. Em 2025, a venda de participações no Market Place e no Shopping Galleria rendeu ganho de capital de R$ 139,1 milhões ao Ebitda e de R$ 92,3 milhões ao FFO (fluxo de caixa das operações).
Limpo esse efeito, o lucro recorrente cresceu 22,1% e o FFO subiu 21,0%. As vendas totais dos 17 shoppings da companhia somaram R$ 6,6 bilhões, avanço de 4,6%, com taxa de ocupação de 96,9%.
Copa do Mundo derruba vendas nos dias de jogo da seleção
O trimestre carregou o início da Copa do Mundo, em 11 de junho. Nos quatro dias de partidas da seleção brasileira no mês, as vendas equivaleram a 68,5% do comparável de 2025. Nos demais dias, o índice chegou a 106,3%.
Mesmo com o deslocamento de consumo, as vendas mesmas áreas (SAS) cresceram 4,2%, contra 1,7% das vendas mesmas lojas (SSS).
A receita líquida ajustada ficou em R$ 396,0 milhões e o Ebitda ajustado, em R$ 290,5 milhões, com margem de 73,4%. O NOI ajustado (resultado operacional líquido) somou R$ 298,5 milhões, com margem recorde de 94,6%.
Captação de CRI eleva alavancagem para 1,62x
A dívida líquida terminou junho em 1,62 vez o Ebitda ajustado, ante 1,29 vez em março, movimento puxado pela captação de R$ 535,0 milhões em CRI (Certificados de Recebíveis Imobiliários) a 97% do CDI e prazo de oito anos.
Em 1º de julho, a companhia pré-pagou R$ 236,1 milhões em debêntures, operação que deve reduzir o custo médio da dívida, hoje em 101,9% do CDI.






