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Braskem tem situação desafiadora diante de impasse com credores

Braskem tem situação desafiadora diante de impasse com credores

Isso se dá porque há um possível impasse envolvendo as negociações e discussões sobre uma eventual recuperação judicial

A Braskem (BRKM5) vive uma situação desafiadora, com as projeções de um relatório do Bradesco BBI indicando que a alavancagem da petroquímica poderá atingir 11 vezes a relação entre dívida líquida e Ebitda em 2027. Tanto é que que a casa de análise mantém recomendação de venda.

Isso se dá porque há um possível impasse envolvendo as negociações e discussões sobre uma eventual recuperação judicial, levando a uma conversão de dívida em ações, com impacto negativo para os atuais acionistas devido à diluição de participações para quem detém fatias maiores da composição acionária.

“Assim, mantemos nossa recomendação de Venda para a Braskem”, avalia o Bradesco BBI, em seu relatório.

Proteção judicial perto do fim

O impasse, que já leva em conta uma possível recuperação, ocorre faltando menos de um mês para o término da proteção judicial da Braskem contra cobranças de credores. Os estrangeiros, liderados pela Elliott, pressionam por uma injeção imediata de capital garantida por todos os ativos da companhia.

“Os acionistas IG4 e Petrobras (PETR4) indicaram que não pretendem aportar novos recursos. Segundo informações, a Petrobras considera que essa medida representaria, na prática, uma nacionalização das dívidas da Braskem e das obrigações relacionadas a Alagoas”, diz parte do relatório.

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Como alternativa, a Braskem propôs prorrogar a dívida por cinco anos, com carência de três anos para o pagamento de juros. Enquanto isso, os credores buscam negociar diretamente com a Petrobras, contornando a IG4.

A lei diz que a Braskem precisa da aprovação de 33% dos credores para implementar um plano de recuperação extrajudicial, enquanto as negociações prosseguem em direção ao prazo previsto para o fim de agosto.

Recentemente, a IG4 havia adquirido uma fatia de 34,3% da Braskem, que antes pertencia à Novonor. Com essa operação concluída, a tendência é que o fundo de investimentos lance um registro de oferta pública de aquisição (OPA) da companhia, junto à Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

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