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Vale tem preço-alvo elevado pelo JPMorgan após resultados operacionais

Vale tem preço-alvo elevado pelo JPMorgan após resultados operacionais

O JPMorgan elevou o preço-alvo das ações da mineradora de R$ 104 para R$ 107 e dos ADRs negociados em Nova York de US$ 20 para US$ 20,50

A Vale (VALE3) recebeu uma nova sinalização positiva do mercado financeiro após a divulgação de seus resultados operacionais do segundo trimestre. O JPMorgan elevou o preço-alvo das ações da mineradora de R$ 104 para R$ 107 e dos ADRs negociados em Nova York de US$ 20 para US$ 20,50, mantendo a recomendação de compra para os papéis da companhia.

A revisão das projeções incorpora o desempenho operacional apresentado pela Vale no período, considerado consistente pelo banco. Segundo o JPMorgan, a mineradora continua registrando resultados sólidos, especialmente no segmento de minério de ferro, combinando níveis robustos de produção com uma trajetória de redução de custos, fatores que reforçam uma perspectiva operacional favorável para os próximos trimestres.

Outro banco que destacou o desempenho da companhia foi o BTG Pactual (BPAC11). Em relatório divulgado após a apresentação dos dados operacionais, a instituição avaliou que a Vale superou as expectativas no segundo trimestre, principalmente em relação à produção e às vendas de cobre, o que pode resultar em um desempenho financeiro entre 3% e 4% acima das estimativas do banco para o período.

Movimento positivo do cobre

O principal destaque foi o segmento de cobre. Os embarques do metal atingiram 97,6 mil toneladas, avanço de 10% em comparação com o segundo trimestre de 2025 e de 7% em relação ao trimestre anterior, superando em 4% as projeções do BTG. A produção alcançou 98,4 mil toneladas, configurando o melhor resultado para um segundo trimestre desde 2017, impulsionado pelo desempenho recorde da mina de Salobo.

Além do aumento nos volumes, o preço realizado do cobre também surpreendeu positivamente. A Vale comercializou o metal por um preço médio de US$ 14.062 por tonelada, cerca de 3% acima das estimativas do BTG Pactual. O desempenho foi favorecido por menores descontos de tratamento e refino, além de ajustes positivos na precificação dos contratos.

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No segmento de minério de ferro, principal negócio da companhia, a Vale registrou seu melhor segundo trimestre desde 2018. A produção alcançou 84,3 milhões de toneladas, enquanto os embarques totalizaram 79,7 milhões de toneladas, representando crescimento de 3% na comparação anual e de 16% frente ao primeiro trimestre.

Na avaliação dos analistas, a combinação de maior eficiência operacional, desempenho consistente na produção de minério de ferro e crescimento das operações de cobre reforça a capacidade da Vale de entregar resultados acima das expectativas, mesmo em um cenário de volatilidade para as commodities. A elevação do preço-alvo pelo JPMorgan e a avaliação positiva do BTG Pactual refletem a confiança do mercado na estratégia operacional e no potencial de geração de valor da mineradora.