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Braskem derrete mais de 11%; entenda as razões

Braskem derrete mais de 11%; entenda as razões

Ações da Braskem caem mais de 11% após notícias negativas sobre a empresa e processos judiciais em andamento

As ações da Braskem (BRKM5) derretem mais de 11% nesta terça-feira (16), a R$ 8,30, aproximadamente. Esse recuo ocorre após uma conjunção de notícias consideradas negativas, como o fato da empresa ter se tornado ré na questão do afundamento do solo em Alagoas.

Segundo divulgado na segunda-feira (15), o juiz federal substituto da 1ª Vara Federal, Sergio Feitosa, determinou o prosseguimento parcial da ação penal apresentada pelo Ministério Público Federal (MPF) contra a Braskem e diversos ex-dirigentes e técnicos ligados à exploração de sal-gema na capital alagoana.

Ao receber a denúncia, o magistrado entendeu que o MPF apresentou elementos suficientes para dar continuidade ao processo. Segundo a decisão, a acusação descreve de forma detalhada os fatos investigados, as condutas atribuídas aos réus e os indícios que sustentam as acusações.

De acordo com a Justiça Federal, a denúncia reúne um conjunto robusto de provas técnicas e documentais sobre os impactos causados pela exploração mineral nos bairros do Pinheiro, Mutange e Bebedouro. Nessas regiões, foram registrados afundamentos do solo, rachaduras em imóveis, tremores de terra e a formação de crateras, fenômenos que levaram à desocupação de milhares de residências e provocaram prejuízos significativos à população local.

Entenda o caso envolvendo a Braskem

A Defensoria Pública do Estado de Alagoas ajuizou no ano passado uma ação civil pública para que a Braskem indenize em R$ 4 bilhões os moradores afetados pelo afundamento do solo em bairros de Maceió. O colapso geológico teria sido causado pela extração de sal-gema realizada pela empresa na capital alagoana, segundo apontam investigações e relatórios técnicos.

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A ação judicial cita a desvalorização de mais de 22 mil imóveis em bairros vizinhos às áreas evacuadas, com perdas que chegam a 60% do valor de mercado. A Defensoria argumenta que a instabilidade gerada pelo desastre ambiental tornou esses locais inabitáveis e inseguros, gerando danos materiais e psicológicos aos moradores.

Além do ressarcimento financeiro pela perda no valor das propriedades, o processo também pleiteia indenizações por danos morais, em função de problemas psicológicos relatados por famílias deslocadas e residentes nas regiões afetadas.