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Braskem: quórum para recuperação extrajudicial ainda não foi alcançado, diz Bloomberg

Braskem: quórum para recuperação extrajudicial ainda não foi alcançado, diz Bloomberg

Credores resistem ao plano atual por considerar que ele beneficia títulos de curto prazo e não prevê aporte dos acionistas da petroquímica

A Braskem (BRKM5) e a IG4 Capital encontram dificuldades para reunir adesões suficientes de credores ao plano de recuperação extrajudicial da petroquímica, segundo reportagem da Bloomberg desta quinta-feira (18). As ações caem cerca de 10% no pregão, negociadas próximo a R$ 7,54, por volta das 14h.

A meta é atingir o quórum legal exigido até julho, conforme fontes ouvidas pela agência, mas a falta de convergência aumenta o risco de a companhia ter de buscar proteção judicial contra os credores — caminho mais custoso e demorado do que o processo extrajudicial.

A resistência dos credores tem duas frentes. A primeira é estrutural, o atual desenho do plano favoreceria títulos com vencimentos mais curtos, que carregariam um desconto implícito menor do que os papéis de prazo mais longo, o que gera descontentamento entre detentores de dívida de maior duration.

A segunda é societária, os credores cobram aportes de novos recursos por parte dos acionistas da Braskem, algo que ainda não foi colocado sobre a mesa.

Para acionar o processo extrajudicial, a Braskem precisaria do apoio de detentores de ao menos um terço de sua dívida, patamar que também garantiria à empresa uma suspensão de 90 dias nos pagamentos. No período, a companhia buscaria a adesão da maioria dos credores para aprovar um plano final de reestruturação.

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Entre julho e agosto, a Braskem terá de pagar cerca de US$ 150 milhões em juros sobre dívidas emitidas no exterior. Sem acordo, o risco de um pedido de recuperação judicial cresce.

Contexto

A IG4 Capital assumiu o controle conjunto da Braskem ao lado da Petrobras (PETR4) após a transferência das ações detidas pela Novonor. O plano de reestruturação apresentado aos credores prevê extensão de prazos de vencimento, redução de pagamentos de cupons e mais períodos de carência.

A Braskem acumula anos de dificuldades, entre elas a retração prolongada no setor petroquímico, as repetidas tentativas frustradas da Novonor de vender sua participação e o aumento dos passivos ligados ao desastre da mina de sal em Alagoas, que custou à companhia o grau de investimento.

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