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Boa Safra sobe 12% após balanço, mesmo com queda na carteira de pedidos

Boa Safra sobe 12% após balanço, mesmo com queda na carteira de pedidos

Receita líquida somou R$ 125 milhões no 2º trimestre de 2026, alta de 23%, em um período de baixa representatividade pela sazonalidade

As ações da Boa Safra (SOJA3) subiam 12,5% na reação ao balanço do 2º trimestre de 2026. A receita líquida da produtora de sementes somou R$ 125 milhões, alta de 23% em um ano. O lucro líquido ficou em R$ 4 milhões.

“A Boa Safra reportou resultados pouco representativos no segundo trimestre, dada a sazonalidade do negócio, já que o primeiro semestre é concentrado na produção de sementes para venda ao longo do ano”, escreveram Henrique Brustolin e J. Ricardo Rosalen, analistas do Bradesco BBI.

O Ebitda ajustado somou R$ 28 milhões no período. A receita do trimestre equivale a cerca de 5% do que o banco projeta para a companhia em todo o ano de 2026.

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Pedidos menores, sementes melhores

“O principal ponto de atenção foi o menor volume de pedidos de sementes de soja”, apontaram Brustolin e Rosalen.

A carteira encerrou o trimestre em R$ 1,5 bilhão, queda de 12% em um ano. Dois fatores explicam o recuo: o atraso dos produtores na compra de insumos para a safra 2026/27 e uma produção abaixo da capacidade instalada, resultado das chuvas na colheita que reduziram a qualidade das sementes.

“A menor produção de sementes neste ano não é necessariamente negativa, caso venha acompanhada de melhor qualidade, menor descarte e menor necessidade de capital de giro”, ponderaram os analistas do Bradesco BBI.

Alavancagem ainda alta

A dívida líquida consolidada caiu para R$ 669 milhões, o que levou a alavancagem a 4,3 vezes o Ebitda dos últimos 12 meses. O banco mantém recomendação neutra para o papel, com preço-alvo de R$ 9,00.

“A visibilidade sobre uma inflexão operacional permanece baixa, especialmente em um contexto de desaceleração da área plantada e postergação de compras de insumos pelos produtores”, concluíram Brustolin e Rosalen.