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Minério de ferro cai na China em sessão de perdas nas bolsas asiáticas

Minério de ferro cai na China em sessão de perdas nas bolsas asiáticas

A commodity caiu 1,1%, para 677 yuans por tonelada, equivalente a US$ 101

O minério de ferro recuou nesta sessão no mercado de Dalian, na China, em meio a um cenário de cautela entre investidores internacionais. A commodity caiu 1,1%, para 677 yuans por tonelada, equivalente a US$ 101, enquanto as bolsas asiáticas fecharam com resultados mistos, pressionadas principalmente pelas perdas de empresas do setor de semicondutores.

Na Coreia do Sul, o índice Kospi caiu 5,46%, registrando a quinta baixa consecutiva. Durante a sessão, o indicador chegou a recuar 7,4%, levando a bolsa a acionar uma interrupção de cinco minutos nas ordens automatizadas de venda.

Entre as principais perdas, as ações da Samsung Electronics caíram 7,39%, enquanto os papéis da SK Hynix recuaram 10,09%. O desempenho negativo refletiu o aumento das preocupações com a concorrência no setor de chips de memória, após avanços tecnológicos da fabricante chinesa CXMT, que ampliaram os temores de pressão sobre as margens das empresas.

O movimento também foi influenciado pela redução de posições em ações ligadas à inteligência artificial (IA), após perdas registradas em Wall Street.

No Japão, o índice Nikkei recuou 1,82% na volta de um feriado. Em Taiwan, o Taiex perdeu 1,95%. Na direção contrária, os mercados de Hong Kong e da China continental encerraram o pregão com ganhos modestos. O Hang Seng subiu 0,30%, enquanto os índices de Xangai e Shenzhen avançaram 0,10% e 0,08%, respectivamente.

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China amplia compras de ouro

Enquanto o mercado de minério de ferro registra queda, a China mantém uma estratégia de ampliação das reservas de ouro, em um movimento associado à diversificação de ativos e à redução da dependência do dólar.

O Banco Popular da China (PBoC) comprou ouro pelo 23º mês consecutivo. Em setembro, as reservas aumentaram em aproximadamente 23 toneladas, a maior aquisição mensal em quase três anos, segundo dados da Administração Estatal de Câmbio. A sequência representa o período mais longo de compras contínuas desde, pelo menos, 2015.

Além das aquisições do banco central, famílias e empresas chinesas também têm recorrido ao metal precioso como alternativa de proteção patrimonial diante das incertezas econômicas e da falta de opções consideradas seguras para preservar recursos.

Dados alfandegários indicam que a China gastou um recorde de US$ 158,8 bilhões na importação de ouro nos primeiros oito meses de 2026, volume superior a 1.000 toneladas. O valor já supera os US$ 96,5 bilhões gastos ao longo de todo o ano de 2025, quando as importações somaram 886 toneladas.

Analistas esperam que a demanda chinesa por ouro permaneça sustentada, impulsionada pela busca por segurança financeira e pela estratégia de Pequim de diversificar suas reservas internacionais.

O comportamento das commodities e dos ativos financeiros chineses ocorre em um contexto de incerteza global, no qual investidores acompanham tanto os riscos de desaceleração econômica quanto as mudanças nas estratégias de investimento e nas relações comerciais internacionais.

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