O Banco Master deu início a tratativas formais com o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) para uma possível ajuda financeira, segundo informações do jornal Valor Econômico. Nesta semana, a instituição enviou uma carta ao FGC, em um movimento considerado etapa necessária para uma eventual atuação do fundo como parte da solução financeira para o banco.
Uma das alternativas em análise é uma operação de “liquidação privada”, em que seria criado um fundo específico para absorver ativos e passivos do Master que não seriam incorporados pelo Banco de Brasília – BRB (BSLI3; BSLI4), possível comprador de parte das operações da instituição.
A proposta prevê que o FGC conceda um empréstimo a esse fundo, permitindo sua capitalização e a cobertura de passivos do Banco Master. Com isso, a instituição controlada por Daniel Vorcaro poderia honrar seus compromissos financeiros, incluindo os Certificados de Depósito Bancário (CDBs), sem que o FGC precise realizar desembolsos diretos.
Banco Master e FGC: BC vê que operação preserva liquidez
A solução tem recebido apoio de diversas partes envolvidas. Para o FGC, a operação preserva sua liquidez; para o Banco Central, evita-se uma intervenção formal no banco — medida considerada drástica e potencialmente prejudicial ao sistema financeiro.
A compra de parte do Banco Master pelo banco da capital federal está dando o que falar. Na semana passada, a AneaBRB – Associação Nacional dos Empregados Ativos e Aposentados do BRB, o maior acionista minoritária independente do Banco de Brasília, com mais de 12% das ações com direito a voto, veio a público, com uma carta aberta, manifestar sua preocupação com a forma como está sendo conduzida a operação societária que envolve a aquisição do Banco Master.
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