Os shoppings brasileiros cresceram abaixo da inflação no 2º trimestre de 2026. As vendas nas mesmas lojas (SSS) e os aluguéis nas mesmas lojas (SSR) avançaram cerca de 3% na comparação anual.
O BTG Pactual atribui a perda de ritmo à base de comparação apertada. Os demais indicadores operacionais seguiram firmes, com vacância e inadimplência em patamares baixos.
Nos números financeiros, a receita consolidada caiu 3% e o Ebitda recuou 2%. O FFO, medida de geração de caixa das empresas de imóveis, subiu 11% e veio praticamente em linha com o projetado.
“Os principais destaques foram a Allos (ALOS3) no Brasil, com FFO 9% acima do esperado, e a Mallplaza no Chile, com crescimento de Ebitda de 10% em um ano e um anúncio positivo de fusão e aquisição na Colômbia”, afirmou Gustavo Cambauva, analista do BTG Pactual.
No Chile, operação fraca e Ebitda em alta
No Chile, o quadro operacional foi outro. As vendas nas mesmas lojas caíram 1% em média no país, pressionadas por um consumo mais fraco. Colômbia e Peru seguiram em terreno sólido.
A leitura financeira, contudo, inverteu o sinal. Receita e Ebitda subiram cerca de 11%, com a maturação da área bruta locável (ABL) entregue nos últimos anos. O FFO caiu 4%, pressionado pelo efeito da UF, indexador chileno, sobre as despesas com juros.
“No segmento de logística, o trimestre não trouxe grandes novidades, o que consideramos positivo diante do impulso sem precedentes que o setor vive”, disse Gustavo Fabris, também analista do BTG Pactual.
Os galpões registraram nova rodada de absorção líquida forte, vacância baixa e aluguéis corrigidos acima da inflação. Nos escritórios de São Paulo, a vacância recuou outra vez e os aluguéis subiram nas principais regiões.






