As ações conhecidas como small caps continuam no radar dos investidores em busca de oportunidades de crescimento, e a nova seleção da XP para junho traz mudanças relevantes na composição da carteira recomendada por analistas. Entre os destaques está o aumento da exposição à Cury, além da entrada da Ecorodovias e da C&A Brasil, em um movimento que reflete ajustes de estratégia diante do cenário econômico e das perspectivas para diferentes setores.
A principal mudança foi o reforço da aposta na Cury (CURY3). A participação da construtora foi elevada de 10% para 12,5%, indicando maior confiança na capacidade da companhia de continuar entregando resultados mesmo em um ambiente desafiador para o mercado imobiliário.
Segundo os analistas, a empresa segue apresentando indicadores operacionais sólidos, com vendas robustas, velocidade de comercialização elevada (VSO) e geração consistente de caixa. A avaliação é de que a companhia continua se destacando entre as incorporadoras voltadas para o segmento de habitação popular.
Outra novidade é a entrada da Ecorodovias (ECOR3), que passa a compor a carteira com peso de 2,5%. A inclusão está ligada principalmente à avaliação de que as ações negociam a preços atrativos em relação aos fundamentos da empresa.
Na visão dos analistas, os papéis ficaram para trás em comparação com concorrentes desde o início das tensões geopolíticas envolvendo Estados Unidos e Irã. Parte dessa desvalorização estaria relacionada a preocupações com investimentos futuros (capex), consideradas excessivas diante dos fatores que podem mitigar esses riscos.
Troca de setores
A carteira também promoveu uma mudança de posicionamento entre setores de consumo. As ações da Pague Menos (PGMN3) foram retiradas, dando lugar à C&A Brasil (CEAB3).
A avaliação é que o setor de vestuário apresenta uma relação risco-retorno mais interessante neste momento do ciclo econômico. Além disso, a varejista de moda pode se beneficiar de uma eventual redução das tensões comerciais globais, cenário que tende a favorecer cadeias de suprimentos e margens do setor.
Os analistas também destacam fatores de curto prazo, como a chegada do inverno, que tradicionalmente impulsiona as vendas de roupas, além da expectativa de expansão de rentabilidade nos próximos trimestres.
Saída da Mills após valorização
Entre as exclusões da carteira está a Mills (MILS3), cuja retirada ocorre após o desempenho positivo das ações desde sua inclusão na seleção.
Outro fator que influenciou a decisão foi o anúncio de um potencial processo de oferta pública de aquisição (OPA), após a compra da participação de controle da companhia pela francesa Loxam.
Leia também:






