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Axia Energia cai 1%, mas Bradesco BBI vê potencial de alta de 61%

Axia Energia cai 1%, mas Bradesco BBI vê potencial de alta de 61%

Banco mantém recomendação de compra, eleva preço-alvo para R$ 79 e projeta R$ 12,5 bilhões em dividendos e recompras em 2026

As ações da Axia Energia (AXIA3) recuavam 1,15% nesta sexta-feira (14), cotadas a R$ 49,12 por volta das 16h17. Apesar da queda, o Bradesco BBI (BBDC4) avaliou que a volatilidade recente abriu uma oportunidade de compra e elevou o preço-alvo para R$ 79 ao final de 2027.

O novo valor representa um potencial de valorização de aproximadamente 61% em relação à cotação registrada durante o pregão, sem considerar a remuneração aos acionistas. O banco também manteve a recomendação de compra para os papéis.

“A recente volatilidade do mercado e a fraqueza nos preços de energia no curto prazo criaram uma oportunidade de compra para os papéis da Axia Energia”, afirmaram os analistas Francisco Navarrete e Ricardo França.

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Preços menores têm impacto limitado

O BBI reduziu suas estimativas para os preços da energia no mercado de curto prazo diante das boas condições de chuvas. O banco passou a projetar preços de R$ 130 por megawatt-hora no terceiro trimestre e de R$ 180 por megawatt-hora no quarto trimestre de 2026.

O efeito negativo dos preços mais baixos, entretanto, deve ser amplamente compensado pelo aumento do volume de geração hidrelétrica, representado pelo GSF. Com isso, a estimativa de Ebitda da companhia para 2026 foi reduzida em apenas 1,4%, para R$ 28,7 bilhões.

Na avaliação dos analistas, a combinação entre preços menores e geração mais elevada provoca apenas uma pequena mudança nos resultados esperados. A tese de longo prazo também permanece preservada.

O banco considera que a cotação atual das ações embute preços futuros de energia muito inferiores ao custo necessário para expandir a capacidade de geração do sistema. Essa diferença reforçaria o potencial de valorização dos papéis em um horizonte mais longo.

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Dividendos e recompras limitam riscos

Além do impacto operacional considerado limitado, o BBI destacou a alavancagem controlada e a política de remuneração aos acionistas da Axia.

A expectativa é que a companhia distribua aproximadamente R$ 12,5 bilhões por meio de dividendos e recompras de ações em 2026. O montante representa um retorno total próximo de 8,5% aos acionistas.

O programa de recompra reduz a quantidade de ações disponíveis no mercado e pode aumentar a participação proporcional dos investidores que permanecerem na companhia. Para o BBI, a combinação entre recompras e dividendos oferece proteção adicional contra a volatilidade de curto prazo.

“Enxergamos uma assimetria bastante favorável para a Axia, com a ação negociando a uma atrativa Taxa Interna de Retorno real de 14%”, apontou o banco.

Apesar da queda registrada no pregão, o BBI entende que a pressão provocada pelos preços menores de energia não compromete a capacidade de geração de resultados da companhia. O banco considera que a remuneração aos acionistas e o desconto incorporado à cotação justificam a manutenção da recomendação de compra.