A PRIO (PRIO3) registrou lucro líquido de US$ 521 milhões no terceiro trimestre de 2026 (3T26), alta de 468% em relação ao mesmo período de 2025. A receita líquida somou US$ 1,369 bilhão, crescimento de 146% na comparação anual, enquanto o Ebitda alcançou US$ 1,137 bilhão, avanço de 268%.
Os resultados, divulgados nesta quarta-feira (4), refletem o aumento da produção e das vendas de petróleo, além da valorização de 34% do Brent em relação ao terceiro trimestre do ano passado. O lucro líquido informado considera os resultados sem os efeitos do IFRS 16.
A companhia também registrou recordes de produção e comercialização, com a contribuição dos campos de Peregrino e Wahoo.
Produção da PRIO cresce 117% no terceiro trimestre
A produção média da PRIO atingiu 191,6 mil barris de petróleo por dia no 3T26, crescimento de 117% em relação ao mesmo período de 2025 e de 11% frente ao segundo trimestre deste ano.
O volume vendido totalizou 17,2 milhões de barris, aumento de 94% na comparação anual e de 13% em relação aos três meses anteriores.
No cluster Valente, que reúne os campos de Frade e Wahoo, a produção média chegou a 73,4 mil barris diários, alta de 123% em um ano. O resultado considera a operação dos quatro poços de Wahoo durante todo o trimestre e o início da produção do poço MUP7, em Frade, em setembro.
Já o campo de Peregrino produziu, em média, 80,6 mil barris por dia atribuíveis à PRIO, crescimento anual de 451%. A variação reflete a paralisação de parte das atividades no terceiro trimestre de 2025 e a aquisição de uma participação adicional de 40% no ativo, concluída em novembro daquele ano.
Receita líquida avança 146% e Ebitda chega a US$ 1,137 bilhão
A receita total da petroleira alcançou cerca de US$ 1,6 bilhão no trimestre, aumento de 171% em relação ao 3T25.
O cluster Valente respondeu por 41,7% desse montante, seguido por Peregrino, com 40,4%. Os campos do cluster Bravo representaram 9,1%, enquanto Albacora Leste contribuiu com 8,9%.
O Ebitda ajustado, sem os efeitos do IFRS 16, ficou em aproximadamente US$ 1,1 bilhão, crescimento de 235% na comparação anual.
No período, a empresa também reconheceu US$ 72 milhões referentes à sua participação no reembolso de seguro relacionado ao reparo do gasoduto de Peregrino.
Custo de extração cai 55% no 3T26
O custo de extração de petróleo da PRIO, conhecido como lifting cost, ficou em US$ 7,9 por barril no terceiro trimestre, redução de 55% em relação ao 3T25 e de 11% frente ao trimestre anterior.
Segundo a companhia, a queda está relacionada à redução dos gastos operacionais em Peregrino, após o reparo da linha de importação de gás, e à entrada dos quatro poços produtores de Wahoo.
Na área comercial, o resultado foi negativo em US$ 155 milhões, ante US$ 40 milhões negativos registrados um ano antes. A variação foi associada ao aumento dos volumes vendidos e dos custos de frete marítimo.
Os impostos sobre vendas internas e exportações somaram US$ 119 milhões, frente a US$ 9 milhões no 3T25. A companhia atribuiu o aumento à incidência do imposto sobre exportação de petróleo, em vigor desde março de 2026.
PRIO recompra 6,1 milhões de ações e refinancia dívidas
A PRIO encerrou setembro com alavancagem de 1,1 vez, medida pela relação entre dívida líquida e Ebitda.
Durante o trimestre, amortizou US$ 13 milhões em dívidas bilaterais com vencimento em 2026 e refinanciou US$ 213 milhões em obrigações previstas para 2027, transferindo os pagamentos para 2028 e 2029.
A empresa também desembolsou US$ 71 milhões na recompra de 6,1 milhões de ações.
Em outubro, a petroleira adquiriu os blocos Magnetita e Hematita, localizados próximos ao cluster Valente, durante o leilão da Oferta Permanente de Partilha de Produção da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
A companhia informou ainda que segue com a perfuração de um novo poço no campo de Frade, com entrada em produção prevista para o quarto trimestre de 2026.






