A Vibra (VBBR3) registrou lucro líquido de R$ 2,46 bilhões no terceiro trimestre de 2026 (3T26), crescimento de 504% sobre os R$ 407 milhões do mesmo período de 2025, segundo o balanço da companhia. Na comparação com o segundo trimestre, o resultado avançou 5%.
O lucro líquido ajustado somou R$ 2,433 bilhões, alta de 345% na comparação anual. O resultado financeiro ficou negativo em R$ 359 milhões, frente a uma despesa líquida de R$ 647 milhões um ano antes, redução de 45%.
A receita líquida ajustada alcançou R$ 56,932 bilhões, aumento de 17% sobre o 3T25. Já o Ebitda ajustado, indicador de resultado antes de juros, impostos, depreciação e amortização, atingiu R$ 4,288 bilhões, avanço de 137% em um ano. Frente ao trimestre anterior, houve queda de 5%.
A geração de caixa operacional, por sua vez, recuou 29% na comparação anual, para R$ 2,701 bilhões. Segundo a Vibra, o capital de giro consumiu R$ 1 bilhão, com efeitos do mix de produtos e fornecedores e do maior uso do prazo de pagamento por um cliente de aviação.
Vibra amplia margem na distribuição
Na distribuição de combustíveis, a margem Ebitda ajustada chegou a R$ 427 por metro cúbico, ante R$ 177 no 3T25. O indicador recorrente, que desconsidera recuperações tributárias e vendas de imóveis, passou de R$ 159 para R$ 381 por metro cúbico. Esses efeitos não recorrentes somaram R$ 444 milhões, dos quais R$ 379 milhões em recuperações tributárias.
A Vibra comercializou 9,612 milhões de metros cúbicos no trimestre, alta de 4%. Na rede de postos, o volume cresceu 6%, impulsionado principalmente pelas vendas de etanol e gasolina. No fornecimento a empresas, a expansão foi de 1%.
A companhia adicionou 210 novos postos à rede, que encerrou setembro com 7.686 unidades. O crescimento líquido foi de 130 postos em relação ao segundo trimestre. No fornecimento a empresas, foram assinados 99 novos contratos.
Em renováveis, a Comerc apresentou Ebitda ajustado de R$ 184 milhões, alta de 8% na comparação anual.
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Dívida cai e alavancagem recua para 1 vez
A dívida líquida encerrou setembro em R$ 14,389 bilhões, redução de R$ 1,673 bilhão frente a junho. A alavancagem passou de 1,3 vez para 1 vez o Ebitda ajustado dos últimos 12 meses.
Os investimentos consolidados somaram R$ 424 milhões, incluindo bonificações antecipadas a clientes, queda de 6% em relação ao 3T25. A empresa mantém como prioridade a ampliação da rede de postos.
Durante o trimestre, a Vibra anunciou R$ 499 milhões em juros sobre capital próprio, com pagamento previsto para novembro de 2027. Os proventos anunciados em 2026 somam aproximadamente R$ 1,5 bilhão.
No acumulado de janeiro a setembro, o lucro líquido reportado atingiu R$ 6,425 bilhões, crescimento de 394%. O lucro ajustado somou R$ 6,408 bilhões, alta de 213%.






