A C&A (CEAB3) registrou lucro líquido de R$ 170,3 milhões no terceiro trimestre de 2026 (3T26), crescimento de 145,1% sobre os R$ 69,5 milhões do mesmo período de 2025, segundo o balanço da companhia. O resultado foi beneficiado pelo reconhecimento de créditos fiscais de PIS e Cofins.
Excluídos esses créditos e os demais efeitos considerados nos ajustes da companhia, o lucro líquido ajustado caiu 23,3%, para R$ 56,5 milhões. A margem líquida ajustada ficou em 3%, ante 4% um ano antes. A recuperação de créditos fiscais somou R$ 198,5 milhões antes dos efeitos dos impostos sobre o lucro.
A receita líquida consolidada alcançou R$ 1,883 bilhão, alta de 2,3% na comparação anual. O vestuário respondeu por R$ 1,691 bilhão, com crescimento de 2,6% sobre o terceiro trimestre de 2025.
O Ebitda ajustado pós-IFRS16, indicador de resultado antes de juros, impostos, depreciação e amortização, totalizou R$ 317,6 milhões, queda de 4,7%. A margem recuou de 18,1% para 16,9%.
C&A amplia margem no vestuário e vendas digitais crescem
A margem bruta de vestuário atingiu 56%, ante 55,4% no 3T25. Segundo a companhia, foi o 21º trimestre consecutivo de expansão na comparação anual, com contribuição da gestão de preços, das coleções, da logística e do câmbio.
As vendas nas mesmas lojas de vestuário cresceram 1%. A C&A estima que as reformas em 18 unidades tenham retirado aproximadamente 1 ponto percentual desse indicador.
No site e no aplicativo, a receita líquida de mercadorias avançou 27,6%, para R$ 143,2 milhões. Os canais digitais responderam por 8% das vendas de mercadorias.
As despesas com vendas, gerais e administrativas, na visão pós-IFRS16, aumentaram 6,4%, para R$ 700,5 milhões. A empresa atribuiu a pressão sobre o Ebitda principalmente aos gastos com as campanhas de 50 anos e com o Rock in Rio, além da menor diluição de despesas.
Já o C&A Pay registrou resultado de R$ 20,2 milhões, frente a R$ 7,9 milhões um ano antes. A receita que a operação financeira adicionou ao balanço consolidado foi de R$ 87,2 milhões, alta de 32,2%.
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Investimentos sobem e dívida líquida chega a R$ 200,5 milhões
Os investimentos somaram R$ 183,9 milhões no trimestre, avanço de 26,2%. A companhia inaugurou três lojas C&A e duas da Ace, encerrando setembro com 346 unidades, das quais 343 da C&A e três da marca de moda esportiva.
A dívida bruta recuou 27,1%, para R$ 927,5 milhões. Já a dívida líquida passou de R$ 91,5 milhões para R$ 200,5 milhões. A alavancagem ficou em 0,2 vez o Ebitda ajustado pré-IFRS16 dos últimos 12 meses, ante 0,1 vez no 3T25.
Nos nove primeiros meses de 2026, o lucro líquido reportado acumulou R$ 349,8 milhões, crescimento de 27,7%. Na medida ajustada, o resultado caiu 3,1%, para R$ 194,7 milhões.






