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Aura: BDRs ainda não precificam o valor dos ativos

Aura: BDRs ainda não precificam o valor dos ativos

Ativos Era Dorada, MSG e inclusão em índices globais: os catalisadores que podem destravar o valor da Aura

As BDRs da Aura Minerals (AURA33) acumulam valorização expressiva de 64% em 2026, mas o mercado ainda não precificou tudo.

Essa é a avaliação do analista Ricardo Monegaglia, do Banco Safra, que revisou profundamente suas estimativas para a mineradora e mais que dobrou as ações negociadas na Nasdaq: de US$ 49 para US$ 102,50 por ação para o fim de 2026. A revisão incorpora o guidance da companhia, dois novos projetos e uma premissa significativamente mais alta para o ouro no longo prazo.

Novos projetos mudam o modelo

O ponto de partida da revisão é o preço do ouro. “Elevamos nosso preço de longo prazo do ouro para US$ 4.840 por onça, agora 9% abaixo do spot”, afirma Monegaglia – ante os US$ 3.700 anteriores, uma revisão de 31%.

Além disso, o Safra incorporou ao modelo dois projetos até então fora das estimativas: Era Dorada, com NAV (Net Asset Value) de US$ 21,60 por ação a uma taxa de desconto de 11%, e MSG, com NAV de US$ 9,70 por ação a 8%.

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O impacto nas projeções de Ebitda é expressivo: alta de 50% para 2026, chegando a US$ 1,09 bilhão, e de 63% para 2027, atingindo US$ 1,45 bilhão – reflexo combinado de ouro 33% mais caro e cobre 26% mais valorizado.

Crescimento e visibilidade

Com o re-rating já parcialmente realizado, a tese da Aura migra de valuation para crescimento.

“A criação de valor é impulsionada por crescimento orgânico em Almas e Borborema, conversão de recursos e inclusão em grandes índices, como GDX e Russell”, aponta o analista.

A gestão da companhia sinalizou esforços para integrar a Aura ao maior número possível de índices até 2026 – movimento que ampliaria a liquidez e atrairia novo perfil de investidor institucional.

Mesmo após a forte valorização recente, o múltiplo P/NAV de 0,85 vez ainda sugere desconto.

“A forte alta das ações reduziu o desconto de valuation frente aos pares, mas o múltiplo P/NAV de Aura ainda não reflete todo o valor dos ativos”, conclui Monegaglia. Entre as intermediárias, a companhia lidera com CAGR de produção de 14% entre 2026 e 2029 — e negocia com desconto frente a pares que crescem menos.

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