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Agenda de dividendos de junho: veja quem paga proventos no mês

Agenda de dividendos de junho: veja quem paga proventos no mês

Um volume considerável de companhias está programado para distribuir lucro aos acionistas ao longo deste mês. Por isso, o investidor que já está bem-posicionado quer saber sobre os dividendos de junho.

Haverá, ainda, pagamento de juros sobre o capital próprio (JCP) e, dentre as principais companhias a promoverem a distribuição, destaque para Petrobras (PETR3; PETR4), Banco do Brasil (BBAS3), bem como Itaú (ITUB4), Bradesco (BBDC4) e outras mais.

Geralmente, na preferência dos analistas, as companhias de energia vêm na dianteira, seguida das instituições financeiras. Não se trata de uma regra, mas um viés de mercado, dada a robustez destas organizações.

Porém, nos últimos dias as empresas ligadas ao agronegócio têm atraído cada vez mais a atenção dos investidores, e a razão foi explicitada na tarde desta quinta-feira (1) quando o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou relatório acerca do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil.

Acontece que no primeiro trimestre de 2023, o PIB cresceu 1,9% em relação ao trimestre anterior, na série com ajuste sazonal. Frente ao mesmo trimestre de 2022, o PIB cresceu 4,0%. No acumulado dos quatro últimos trimestres, o PIB subiu 3,3% ante os quatro trimestres imediatamente anteriores.

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O agronegócio, por sua vez, apresentou surpreendente crescimento de 21,6% no primeiro trimestre de 2023, na comparação com o trimestre anterior. Esta foi a maior alta para o setor na comparação entre trimestres desde 1996.

Imagem mostra algumas notas de Real dobradas.

Dividendos em junho: renda recorrente

Boa parte dos investidores posicionados em renda variável busca ações com potencial de valorização e empresas que pagam proventos.

Isso porque receber dividendos ou JCP é uma forma de ter renda recorrente, e no panorama econômico atual, tanto do Brasil quanto do mundo, assegurar uma grana extra é mais do que necessário, pois as bolsas de valores de todo o mundo estão oscilando acima da média.

Acontece que inflação mundial, guerra no Leste Europeu e conflitos de interesse na eurásia, com China pretendendo avançar sobre Taiwan, EUA dando um “chega pra lá” e Erdogan, presidente reeleito da Turquia, querendo despontar como mediador internacional é, de fato, um cenário bem atípico.

Já no ambiente doméstico, o Brasil até tem reportado números interessantes para a economia, como prova o PIB divulgado nesta data, porém, a verborragia dos agentes políticos deixa o ambiente um pouco instável, e tudo o que o trader quer é um céu de brigadeiro, ou seja, sem qualquer nuvem prejudicando a visão do que está à frente.

E esse é, há décadas, um dos principais problemas do país, conforme citado por inúmeros analistas, para quem a insegurança, inclusive jurídica, causa enormes danos ao ambiente de negócios.

Esta é a razão pela qual receber proventos está se tornando mais atrativo até mesmo do que viver de renda proveniente de aluguéis e afins. Muitos estão preferindo comprar cotas de fundos ou papéis de empresas que distribuem lucros porque manter um imóvel, seja casa, apartamento ou sala comercial, é mais arriscado, tem tributos recorrentes e em muitos casos não chega a compensar, pois quando o trader coloca a operação na ponta do lápis, as entradas não são tão superiores às saídas. Ainda assim, esta é uma decisão individual e depende do objetivo financeiro de cada cidadão.

A relação entre juros e proventos

Um tema que está na pauta do investidor de todo o mundo é a questão dos juros. Brasil, Europa e Estados Unidos têm visto seus governos lapidarem suas taxas a cada período.

No Brasil a Selic, que é a taxa básica de juros da economia, pode deixar a renda variável mais ou menos atrativa e isso só reforça a tese de que receber proventos ajuda a equilibrar as finanças.

O que se viu nos últimos meses foi uma multidão de investidores novatos correndo da poupança para a renda variável, depois redirecionando para a renda fixa e, por fim, mesclando as duas.

E isso não está errado, ainda assim, uma estratégia bem definida pode proporcionar uma menor movimentação entre um produto de investimento e outro.

Já em relação aos proventos, vale lembrar como eles funcionam:

  • Dividendos: estes são uma fração dos lucros de uma empresa cotada em bolsa que é distribuída aos seus investidores. Não são todas as empresas que optam pela distribuição, por isso o trader precisa fazer uma busca refinada, como obter as carteiras recomendadas de corretoras.

A distribuição de dividendos está condicionada a uma decisão que a empresa toma em assembleia geral. Se decidirem distribuí-los, então o Conselho de Administração irá propor o valor, tendo em conta os lucros obtidos e outros fatores preponderantes para a empresa.

  • Juros sobre o Capital Próprio (JCP): estes são um tipo de remuneração que uma empresa distribui aos seus acionistas, sócios ou cotistas. Podem ser utilizados por sociedades por ações de capital aberto – listadas na Bolsa – ou fechado, e companhias limitadas. Em todos os casos, vale para instituições que pagam tributos com base no lucro real.

Na prática, são juros com os quais as empresas remuneram o capital investido pelos sócios. É como se o dinheiro aplicado pelos investidores fosse um empréstimo.

Na prática, é uma forma de distribuição de lucros alternativa aos dividendos. Foi criada para substituir o desconto da correção monetária na apuração do lucro real e, consequentemente, na base de cálculo de impostos.

Confira as empresas, o valor e a data

  • Bradesco (BBDC3): R$ 0,017 em JCP; paga da 1;
  • Bradesco (BBDC4): R$ 0,018 em JCP; paga dia 1;
  • Itaú (ITUB3; ITUB4): paga R$ 0,017 em JCP; paga dia 1;
  • Vulcabrás (VULC3): R$ 0,15 em dividendos; paga dia 6;
  • Grendene (GRND3): R$ 0,076 em dividendos; paga dia 7;
  • Equatorial (EQTL3): R$ 0,35 em dividendos; paga dia 9;
  • Banco do Brasil (BBSA3): R$ 0,12 em JCP; paga dia 12;
  • Banco do Brasil (BBSA3): R$ 0,338 em dividendos; paga dia 30;
  • Petrobras (PETR4): R$ 0,874 em dividendos; paga dia 16;
  • ASSAÍ (ASAI3): R$ 0,05 em dividendos; paga dia 26;
  • Bicicletas Monark (BMKS3): R$ 57,78; em dividendos; paga dia 27;
  • Cruzeiro do Sul Educacional (CSED3): R$ 0,06 em dividendos; paga dia 27;
  • Copasa (CSMG3) R$ 0,647 em dividendos; paga dia 27;
  • Sanepar (SAPR11) R$ 0,932 em dividendos; paga dia 27;
  • Usiminas (USIM3) R$ 0,298 em dividendos; paga dia 27;
  • Celesc (CLSC4)  R$ 0,307 em dividendos; paga dia 28;
  • JHSF (JHSF3) R$ 0,047 em dividendos; paga dia 28;
  • Grupo Soma (SOMA3) R$ 0,10 em dividendos; paga dia 28;
  • Cemig (CMIG4) R$ 0,16 em JCP; paga dia 30;
  • Copel (CPLE6) R$ 0,12 em JCP; paga dia 30;
  • EMAE (EMAE4) R$ 0,315 em JCP; paga dia 30;
  • M.Dias Branco (MDIA4) R$ 0,05 em dividendos; paga dia 30;
  • Trisul (TRIS3) R$ 0,137 em JCP; paga dia 30.