As ações da Marcopolo (POMO4) tombam nesta terça-feira (4), um dia após a divulgação do balanço financeiro da companhia referente ao segundo trimestre do ano. Os papéis da companhia recuam mais de 7%, a aproximadamente R$ 5.
A empresa fabricante de ônibus registrou lucro líquido de R$ 271,2 milhões no segundo trimestre de 2026, resultado 15,5% inferior ao apurado no mesmo intervalo do ano anterior, quando a fabricante de carrocerias de ônibus lucrou R$ 321,1 milhões, conforme balanço divulgado pela companhia.
Entre abril e junho, a receita operacional líquida alcançou R$ 2,37 bilhões, um avanço de 3% na comparação anual. O crescimento foi sustentado pelo desempenho do mercado doméstico, onde a receita aumentou 11,3%, totalizando R$ 1,46 bilhão. As exportações realizadas a partir do Brasil também contribuíram positivamente, com alta de 16,2%, para R$ 289,9 milhões.
Por outro lado, as operações internacionais tiveram desempenho mais fraco. A receita gerada pelas unidades no exterior caiu 16,3% em relação ao segundo trimestre de 2025, para R$ 621,3 milhões, reduzindo o ritmo de expansão da receita consolidada da empresa no período.
Balanço decepciona casas de análise
Os dados financeiros decepcionaram as casas de análise. Relatório do banco BTG Pactual (BPAC11) avaliou que o resultado veio abaixo das expectativas no segundo trimestre. Embora o mercado já projetasse um período mais fraco para a fabricante de carrocerias de ônibus, os números ficaram aquém do consenso, refletindo principalmente um mix de vendas menos favorável e a desaceleração das exportações.
Na avaliação do banco, o desempenho aumenta a probabilidade de revisões para baixo nas estimativas de lucro de 2026 e reduz a visibilidade sobre uma recuperação mais consistente das margens no segundo semestre.
Já o Bradesco BBI, informou que a Marcopolo entregou um resultado praticamente em linha com as expectativas, mas a postura mais cautelosa da administração em relação ao restante do ano levou o banco a adotar uma leitura negativa do balanço. A pressão sobre as margens e a perspectiva de menor ritmo de produção no segundo semestre tendem a reduzir as expectativas do mercado para os próximos trimestres.
A receita líquida avançou 3% na comparação anual, revertendo a retração registrada no primeiro trimestre e superando em cerca de 3% a projeção do Bradesco BBI. O crescimento foi sustentado principalmente pelas operações no Brasil, onde a receita aumentou 11,3%, impulsionada pelas entregas de ônibus ao Ministério da Saúde e pela execução da 12ª fase do programa Caminho da Escola.






