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Ação da Nvidia está “altamente atraente”, diz BofA após balanço

Ação da Nvidia está “altamente atraente”, diz BofA após balanço

Companhia vive um momento de “crescimento geracional”; preço-alvo é elevado de U$ 275 para US$ 300

As ações da Nvidia (NVDA; NVDC34) operam em queda nesta quinta-feira, mas o Bank of America afirma que a companhia vive um momento de “crescimento geracional”, tanto que optou por elevar seu preço-alvo para US$ 300, de US$ 275. O valor corresponde a um potencial de valorização de quase 60%. O banco vê as ações como “altamente atraentes”.

O banco destacou que o desempenho da empresa no quarto trimestre de 2025 — e, sobretudo, o guidance para o início do novo ano fiscal — reforça a liderança absoluta da Nvidia no mercado global de chips para inteligência artificial.

Segundo a instituição, a empresa “mais do que entregou” no trimestre, com aceleração do crescimento anual de receita previsto para 77%, acima dos ritmos observados nos três períodos anteriores. O relatório destaca que esse avanço ocorre antes mesmo do início da aceleração da nova geração de chips Vera Rubin, prevista para ganhar tração ainda este ano.

O Bank of America chamou atenção para o volume de compromissos de fornecedores, que triplicou para US$ 95 bilhões, reforçando que a Nvidia “pode ser o fornecedor mais confiável para um mercado de IA que pode dobrar para US$ 1,4 trilhão nos próximos anos”.

Oportunidade “altamente atraente”

Apesar da reação inicial mais contida das ações, o banco diz que esse comportamento reflete ruídos de curto prazo ligados a preocupações sobre fadiga do tema de IA e composição dos resultados. Ainda assim, reforça que a empresa negocia a múltiplos considerados baratos: apenas 24x e 18x os lucros estimados para 2026 e 2027, respectivamente. Para o BofA, trata-se de “uma oportunidade de valuation altamente atraente”, especialmente quando comparada aos pares da chamada Mag-7.

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Nas perspectivas, o banco destaca quatro pilares: demanda visível até 2027; fornecimento de memória sem gargalos; margens sustentadas no patamar de 70% ao longo de 2027; e avanço de vendas soberanas, que mais que triplicaram para acima de US$ 30 bilhões. A estreia da linha Vera Rubin, com embarques a partir do FQ3, deve ser um dos principais gatilhos positivos para o ano.

O banco também avalia riscos, como a rotação recente fora do setor de semicondutores de IA e um 2027 mais desafiador para os investimentos em nuvem. Ainda assim, o BofA reitera recomendação de compra, classificando a Nvidia como sua top pick no setor.