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Ações ou debêntures: quais têm o maior risco? Descubra aqui!

Ações ou debêntures: quais têm o maior risco? Descubra aqui!

Redação EuQueroInvestir

Redação EuQueroInvestir

30 Abr 2022 às 19:00 · Última atualização: 24 Jun 2022 · 6 min leitura

Redação EuQueroInvestir

30 Abr 2022 às 19:00 · 6 min leitura
Última atualização: 24 Jun 2022

Imagem futurista de moedas e gráficos

Freepik

No momento de investir o patrimônio, o risco deve ser sempre considerado. Nesse sentido, ações ou debêntures são boas opções, mas elas fazem parte de mercados distintos.

Para analisar melhor qual desses papéis apresenta o maior risco, este artigo faz uma avaliação criteriosa. Siga na leitura e descubra os aspectos mais relevantes sobre esse questionamento!

Quais são as diferenças entre o mercado de renda fixa e variável?

A princípio, essa pergunta pode ser vista como muito simplista, ou com sua resposta um tanto quanto óbvia. No entanto, trata-se de uma pergunta bastante pertinente, que atende o mais leigo e pode surpreender o mais experiente.

A razão disso é que o conceito mais básico diz que a renda fixa é sempre a mesma enquanto a renda variável… varia! No entanto, qual não seria a surpresa ao constatarmos que a renda fixa também sofre variações? Pois é…

De modo direto, podemos dizer que a definição comum está certa, mas precisa de algumas ressalvas. Elas se dão principalmente em relação ao mercado de renda fixa, que sofre alternâncias de acordo com a taxa Selic.

Seu rendimento é atrelado à taxa de juros. Sendo assim, se esta estiver alta, o rendimento das aplicações de renda fixa sobe. Se estiver baixa, desce.

ilustração de como agem os bancos centrais

Reprodução/EQI

Além disso, há investimentos de renda fixa que podem sofrer variações negativas, a depender de um eventual resgate antecipado. Estamos falando dos papéis prefixados e híbridos. Conforme se vê, nem tudo é o que parece.

Por outro lado, a renda variável representa o mercado de risco. Logicamente, espera-se variações dos títulos que a compõe. No entanto, um risco maior pode ser justificado pela possibilidade de auferir maiores rendimentos.

O certo é que uma carteira de investimentos bem equilibrada faz uso dos dois mercados, aplicando o capital em proporções que represente adequadamente o perfil do investidor em questão.

O que são ações?

Ações nada mais são do que títulos representativos do capital social de uma empresa de controle aberto. Ou seja, uma organização constituída sob a forma de sociedade anônima que dispõe suas ações para compra na bolsa de valores.

Dessa forma, quem adquire a ação de uma empresa dita de capital aberto se torna sócio da organização.

Logo, passa a ter o direito sobre a distribuição de quaisquer proventos que a empresa distribuir, na medida da quantidade de ações que possui.

Além disso, também pode participar das assembleias de deliberação de decisões importantes da companhia. É possível até mesmo ter uma cadeira no conselho de administração desde que o total de ações tidos seja de 5%.

Vale ressaltar que o capital investido na compra dessas ações fica sujeito ao valor praticado no mercado secundário. Isso quer dizer que esse investimento variará, pois estará sujeito as oscilações do mercado.

Logicamente, as ações fazem parte de uma aplicação do tipo de renda variável.

O que são debêntures?

Já as debêntures fazem parte do mercado de renda fixa. No entanto, tem mais em comum com as ações do que o investidor leigo pode imaginar.

Esse ponto diz respeito ao seu emissor: tanto as ações quanto as debêntures são emitidas por empresas privadas. Dessa forma, diz-se que as debêntures fazem parte do mercado de crédito privado.

E essa é a principal diferenciação das debêntures em relação a outros papéis de renda fixa. Como seus emissores são as empresas privadas, há de se considerar que seu risco é maior do que os outros títulos desse mesmo mercado.

Tanto é que as debêntures não possuem a garantia dada pelo Fundo Garantidor de Crédito, o FGC.

Este cobre majoritariamente os títulos emitidos pelas instituições financeiras e cobre perdas de até R$ 250 mil por CPF e por instituição, até o teto de R$ 1 milhão.

Para avaliar corretamente o risco de uma determinada debênture, é preciso verificar as características de seu emissor. Isso quer dizer que os números da companhia que emitiu o título precisam ser muito bem avaliados.

O objetivo de uma empresa que emite debêntures é captar recursos no mercado de investidores em geral para realizar expansão de suas operações. Nesse ponto, as debêntures também se assemelham às ações.

Qual título apresenta maior risco: ação ou debênture?

Para responder a essa pergunta, é preciso considerar o risco que cada um dos papéis impõe ao investidor. Enquanto as debêntures têm seu risco na capacidade de pagamento do emissor, as ações ficam sujeitas às cotações de mercado.

Ou seja, são aspectos diferentes. As ações não apresentam risco de pagamento, pois são um investimento que não precisam ser pagos. Em contrapartida, ficam sujeitas ao preço de mercado, flutuando diariamente em valor.

Já as debêntures não sofrem com essa variação. No entanto, elas representam um empréstimo que o investidor faz para uma empresa privada. Dessa forma, precisam ser pagas no futuro, acrescida dos juros do período.

Ambos os papéis apresentam risco, mas de forma diferente. O investidor precisa medir se prefere ver seu patrimônio oscilar em valor ou se prefere assumir o risco de crédito sem passar por variações no investimento.

Vale ressaltar que nada impede que uma carteira de investimentos possua ambas as aplicações, distribuídas em um percentual que reflita os reais objetivos do investidor.

foto de computador com cálculos na tela

Reprodução/Freepik

Qual é o mercado mais favorável para aplicações no atual momento?

Esse é um ponto muito importante que deve ser considerado em qualquer carteira de investimentos. Como as debêntures fazem parte do mercado de renda fixa, elas estão ligadas diretamente à taxa Selic.

Assim, se a taxa estiver alta, esses títulos tendem a apresentar bons rendimentos. Por sinal, é esse o momento que experimentamos agora em nosso país, com a Selic a 11,75% ao ano, possivelmente indo próximo de 13% – a próxima definição acontece na quarta, dia 4 de maio.

Em contrapartida, uma alta demanda na renda fixa pressupõe baixa no mercado de renda variável, entre ele as ações. Isso quer dizer que um apetite maior dos investidores em geral pela renda fixa faz a renda variável baixar.

Para o investidor mais atento, essa pode ser uma boa oportunidade para comprar ativos com preços relativamente bem descontados.

Se a máxima do mercado é comprar na baixa para vender na alta, este pode ser um ótimo momento para fazer parte da renda variável.

  • Quer conhecer mais sobre ação ou debênture? Então, preencha este formulário que um assessor da EQI Investimentos entrará em contato para apresentar as aplicações disponíveis!
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