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Ação da Magazine Luiza salta após balanço bem recebido

Ação da Magazine Luiza salta após balanço bem recebido

Na linha de rentabilidade, o destaque foi o Ebitda ajustado — que exclui provisões não recorrentes de estoque de R$ 299 milhões e efeitos na Luizacred.

As ações do Magazine Luiza (MGLU3) saltam cerca de 5% após a empresa entregar um quarto trimestre de 2025 com dinâmicas operacionais mistas – e o BTG Pactual escolheu ficar com o copo meio cheio.

Os analistas Luiz Guanais, Yan Cesquim e Beatriz Cendon destacaram o desempenho sólido das lojas físicas e da Luizacred como os pilares que sustentaram a rentabilidade, enquanto o e-commerce seguiu pressionado em um ambiente competitivo e de juros altos.

“O SSS (Same Store Sales) nas operações de lojas físicas cresceu 8,4% na comparação anual, 190 pontos-base acima de nossas estimativas, enquanto as vendas totais de e-commerce recuaram 5,3%, refletindo uma queda de 11,7% no marketplace e de 1% nas vendas diretas”, apontam os analistas.

O GMV total atingiu R$ 18,2 bilhões, praticamente estável na comparação anual, com o varejo físico compensando parcialmente a fraqueza digital. A receita líquida chegou a R$ 11,2 bilhões, alta de 3,4% e 1% acima das projeções do BTG.

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Na linha de rentabilidade, o destaque foi o Ebitda ajustado — que exclui provisões não recorrentes de estoque de R$ 299 milhões e efeitos na Luizacred.

“O EBITDA ajustado totalizou R$ 867 milhões, 5% acima de nossas estimativas e 2,5% acima do 4T24, com margem EBITDA estável em 7,8%”, destacam Guanais, Cesquim e Cendon. O lucro líquido ajustado de R$ 125 milhões superou com folga a projeção de R$30 milhões do banco, beneficiado por reversão de imposto de renda de R$ 153 milhões.

A Luizacred foi o destaque positivo do trimestre. O lucro líquido do braço financeiro saltou 87% na comparação anual, para R$271 milhões, impulsionado por custos de funding mais baixos e reversão de créditos fiscais. A inadimplência acima de 90 dias caiu para 7,5% — recuo de 60 pontos-base no ano —, com cobertura de 156%.

A geração de caixa foi outro ponto positivo.

“O fluxo de caixa operacional atingiu R$2,2 bilhões no trimestre, ante R$1,6 bilhão no 4T24, enquanto o fluxo após capex totalizou R$1,9 bilhão, alta de 7% na comparação anual”, ressaltam os analistas.

Os desafios estruturais seguem no radar.

“Juros altos nos próximos trimestres, combinados com o ambiente cada vez mais competitivo no e-commerce, devem continuar pressionando o crescimento e o lucro. Mas os últimos trimestres mostraram tendências decentes de rentabilidade e FCF, sustentando nossa recomendação de compra”, concluem os analistas.

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