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Vivara (VIVA3): EQI Research recomenda compra, com preço-alvo de R$ 34

Vivara (VIVA3): EQI Research recomenda compra, com preço-alvo de R$ 34

Fernando Cesarotti

Fernando Cesarotti

22 Set 2022 às 15:45 · Última atualização: 22 Set 2022 · 5 min leitura

Fernando Cesarotti

22 Set 2022 às 15:45 · 5 min leitura
Última atualização: 22 Set 2022

EQI Research recomenda compra para Vivara (VIVA3); imagem mostra loja da empresa

Divulgação

A EQI Research iniciou a cobertura da Vivara (VIVA3), com recomendação de compra e preço alvo de R$ 34 para dezembro de 2023. Esse valor representa um potencial de valorização de cerca de 28%, considerando a cotação desta quinta-feira, de R$ 26,88 (às 15h).

A Vivara é líder de mercado no setor de joalherias, com 16,7% de participação no segundo trimestre de 2022 e um tamanho cerca de 5 vezes maior que o segundo colocado. O porte permite que a companhia aproveite vantagens de escala, como maiores investimentos em marketing e volume suficiente para verticalizar sua produção, melhorando margens operacionais e capital de giro.

Ações da Vivara (VIVA3) tiveram valorização de cerca de 10% desde o início do ano – Fonte: Google

Por que investir em Vivara (VIVA3)

As novas lojas abertas recentemente pela empresa têm tido bom desempenho de vendas e apresentam níveis elevados de retorno sobre o capital investido, o que também apresenta potencial de retorno positivo para os acionistas.

Além disso, a empresa trabalha com o projeto que expandir a operação a partir de uma nova marca, Life by Vivara, que foca em joias com ticket médio menor que a Vivara e acessa um público maior, trazendo assim uma importante avenida de crescimento para os próximos anos.

“Um dos principais trunfos é a força da sua marca, considerada pelo consumidor como uma referência em produtos de qualidade e durabilidade. A força da marca Vivara permite que a Companhia opere com margens brutas acima da média do setor e em linha com grandes marcas globais de luxo”, escreve o analista Raphael Teixeira.

A tese de investimento se baseia em:

  • A Vivara (VIVA3) é a marca líder do setor de joalherias no Brasil, com mais de 300 lojas e cerca de 17% de participação de mercado, de acordo com estimativas da própria Companhia. A grande escala oferece como vantagem uma capacidade maior de investir em marketing e propaganda, atraindo a atenção dos consumidores e fortalecendo ainda mais a marca, em um montante muito acima do restante do mercado.
  • A escala também permite uma produção verticalizada, com fabricação própria das joias, o que permite uma operação mais ágil e flexível, ajustando rapidamente suas coleções às novas tendências e maximizando o giro de estoque de produtos acabados. Cerca de 80% das joias vencidas são produzidas pela própria fábrica.
  • Aumentos significativos de preço de matérias primas, como o ouro, podem ser neutralizados com o lançamento de novas coleções mais leves em metais ou com mais pedras na composição, reduzindo o custo do produto final. Desta forma, a Companhia consegue reduzir as oscilações em vendas e margens. O modelo verticalizado também facilita a gestão dos estoques, principalmente de produtos remanescentes ao final da coleção. No varejo, esse problema normalmente é resolvido com liquidações e grandes descontos. Para VIVA3, as peças remanescentes se transformam em matéria-prima no processo industrial de uma nova coleção.
  • A abertura de novas lojas com a marca Life by Vivara apresenta um grande potencial de crescimento no faturamento. A marca é focada no público jovem, em joias colecionáveis, casuais e com preço médio de R$ 255, aproximadamente 25% do preço médio da marca Vivara. A estratégia é posicionar a marca como alternativa para presentes, atingindo parte do público de classe B e C e acessando um mercado endereçável maior que apenas o de consumidores de joias das classes A e B, hoje atendido pela marca Vivara. “O modelo de Life é bastante rentável por utilizar na maior parte de seus produtos a prata como matéria prima, cerca de 14 vezes mais barata que o ouro, o que permite o alcance de margens brutas nos produtos de até 85%”, aponta o analista Raphael Teixeira.

Principais riscos

Dentre os riscos desta tese de investimentos em Vivara (VIVA3), os principais estão relacionados à exposição do preço de commodities (principalmente ouro e prata) nos custos da empresa, que, em forte alta no preço dos insumos, pode ter dificuldade em repassar o aumento para os consumidores.

O eventual prolongamento de um cenário de pressão inflacionária aumenta, por outro lado, o risco de perda de poder de compra do público consumidor, o que pode reduzir as vendas de itens discricionários como os da Vivara.

Outro risco relevante é a deterioração do cenário competitivo. Caso grandes competidores internacionais decidam expandir as operações no Brasil, a Vivara pode ter suas margens comprimidas.

Quer saber mais sobre a Vivara (VIVA3)? Clique aqui, fale com um dos assessores da EQI Investimentos e tenha acesso exclusivo aos relatórios da EQI Research

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