O Tesouro Direto hoje (8) opera com alta nas taxas dos títulos prefixados, acompanhando o avanço dos juros futuros em um dia de maior aversão a risco. A piora veio do exterior, após Donald Trump afirmar que o cessar-fogo com o Irã “acabou”, reacendendo a cautela com o Estreito de Ormuz, a alta do petróleo e seus possíveis efeitos sobre a inflação global.
O destaque ficou com o Tesouro Prefixado 2032, que subiu de 14,39% no fechamento de terça-feira (7) para 14,57% ao ano nesta quarta-feira. O Tesouro Prefixado 2029 avançou de 14,19% para 14,37%, enquanto o Tesouro Prefixado com Juros Semestrais 2037 passou de 14,37% para 14,53%.
Entre os títulos atrelados à inflação, o quadro foi mais misto. O Tesouro IPCA+ 2032 subiu levemente, de IPCA + 8,25% para IPCA + 8,27% ao ano, mas os vencimentos mais longos recuaram. Mesmo assim, o papel de 2032 segue com juro real acima de 8%, patamar ainda elevado em relação ao histórico recente.
Tesouro Direto hoje: prefixados sobem forte
Nos prefixados, a alta foi generalizada. O Tesouro Prefixado 2029 avançou 0,18 ponto percentual, de 14,19% para 14,37% ao ano. Com isso, o papel voltou a operar acima da Selic, atualmente em 14,25% ao ano.
O Tesouro Prefixado 2032 também subiu 0,18 ponto percentual, passando de 14,39% para 14,57% ao ano. Já o Tesouro Prefixado com Juros Semestrais 2037 avançou 0,16 ponto percentual, de 14,37% para 14,53%.
A alta reflete a abertura da curva de juros futuros, em um dia de piora do humor global. Quando as taxas sobem, os preços dos títulos prefixados tendem a cair, afetando principalmente quem já tem esses papéis na carteira e acompanha a marcação a mercado.
IPCA+ 2032 segue acima de 8%
Nos títulos atrelados à inflação, o Tesouro IPCA+ 2032 passou de IPCA + 8,25% para IPCA + 8,27% ao ano. A variação foi menor do que a observada nos prefixados, mas mantém o papel em uma região relevante para investidores que buscam juro real elevado.
O Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2037 recuou de IPCA + 7,95% para IPCA + 7,93% ao ano. O IPCA+ 2040 caiu de IPCA + 7,64% para IPCA + 7,60%, enquanto o IPCA+ com Juros Semestrais 2045 passou de IPCA + 7,58% para IPCA + 7,55%.
Nos vencimentos mais longos, o Tesouro IPCA+ 2050 recuou de IPCA + 7,25% para IPCA + 7,22%. Já o Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2060 ficou estável em IPCA + 7,42%.
O comportamento dos papéis de inflação mostra uma curva real menos pressionada do que a prefixada nesta quarta-feira. Ainda assim, a manutenção do IPCA+ 2032 acima de 8% indica que o prêmio de risco segue alto nos vencimentos intermediários.
DIs avançam com pressão externa
Os juros futuros subiam ao longo da curva nesta quarta-feira. O DI para janeiro de 2029 avançou de 14,27% no fechamento de terça para 14,38%. O contrato para janeiro de 2032 passou de 14,40% para 14,52%.
No vencimento mais longo, o DI para janeiro de 2037 subiu de 14,355% para 14,445%. A alta dos contratos ajudou a pressionar os prefixados do Tesouro Direto e reforçou a cautela com a curva de juros.
A piora ocorre em meio à escalada geopolítica no Oriente Médio. O mercado reagiu à fala de Trump sobre o fim do cessar-fogo com o Irã e à alta do petróleo, que voltou a alimentar o receio de novas pressões inflacionárias.
Esse cenário é importante para a renda fixa porque petróleo mais caro pode dificultar a queda da inflação e manter bancos centrais em posição mais cautelosa. No Brasil, isso tende a aumentar o prêmio exigido nos títulos públicos, especialmente nos prefixados.
Ibovespa cai, petróleo dispara e mercado espera ata do Fed
No mercado local, o Ibovespa caía cerca de 1%, na região dos 170 mil pontos, pressionado pelo exterior e pela queda de Vale (VALE3). As ações da Petrobras (PETR4), por outro lado, subiam acompanhando a alta do petróleo.
O dólar comercial rondava R$ 5,15, com oscilação contida, enquanto os juros futuros avançavam. A cautela também vinha da expectativa pela ata da última reunião do Federal Reserve, prevista para esta quarta-feira.
O documento pode dar mais pistas sobre a avaliação do banco central americano em relação à inflação, à atividade econômica e ao mercado de trabalho.
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Taxas do Tesouro Direto hoje
Confira as taxas do Tesouro Direto hoje, por volta das 12h47:
Prefixados
- Tesouro Prefixado 2029: 14,37% ao ano (+0,18 p.p.)
- Tesouro Prefixado 2032: 14,57% ao ano (+0,18 p.p.)
- Tesouro Prefixado com Juros Semestrais 2037: 14,53% ao ano (+0,16 p.p.)
Atrelado à Selic
- Tesouro Selic 2031: Selic + 0,0738%
- Tesouro Reserva 2036: Selic
Atrelados ao IPCA
- Tesouro IPCA+ 2032: IPCA + 8,27% (+0,02 p.p.)
- Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2037: IPCA + 7,93% (-0,02 p.p.)
- Tesouro IPCA+ 2040: IPCA + 7,60% (-0,04 p.p.)
- Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2045: IPCA + 7,55% (-0,03 p.p.)
- Tesouro IPCA+ 2050: IPCA + 7,22% (-0,03 p.p.)
- Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2060: IPCA + 7,42% (estável)






