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Tesouro Direto hoje: prefixados sobem até 14,55% com DIs em alta

Tesouro Direto hoje: prefixados sobem até 14,55% com DIs em alta

Prefixados avançam com a abertura dos juros futuros, enquanto títulos IPCA+ recuam e o mercado acompanha tarifaço e petróleo

O Tesouro Direto hoje (17) opera sem direção única, com alta nas taxas dos títulos prefixados e recuo nos papéis atrelados à inflação. A abertura da curva de juros futuros pressionou principalmente os vencimentos nominais, enquanto os títulos IPCA+ devolveram parte da alta registrada na quinta-feira.

O destaque ficou com o Tesouro Prefixado 2029, cuja taxa avançou de 14,06% para 14,18% ao ano. O Prefixado 2032 passou de 14,41% para 14,50%, enquanto o Tesouro Prefixado com Juros Semestrais 2037 subiu de 14,48% para 14,55%.

Entre os títulos de inflação, a queda ocorreu em toda a curva. O Tesouro IPCA+ 2032 recuou de IPCA + 8,13% para IPCA + 8,11% ao ano. O maior fechamento foi registrado pelo IPCA+ 2050, que caiu de IPCA + 7,29% para IPCA + 7,24%.

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Tesouro Direto hoje: prefixados sobem com DIs

As taxas dos prefixados avançaram acompanhando os juros futuros. O Tesouro Prefixado 2029 subiu 0,12 ponto percentual, de 14,06% para 14,18% ao ano.

Com a alta, o papel voltou a se aproximar da Selic, atualmente em 14,25% ao ano. Ainda assim, a taxa permanece ligeiramente abaixo do atual patamar dos juros básicos.

O Tesouro Prefixado 2032 avançou 0,09 ponto percentual, de 14,41% para 14,50%. Já o Tesouro Prefixado com Juros Semestrais 2037 passou de 14,48% para 14,55%, alta de 0,07 ponto.

Quando as taxas sobem, os preços dos títulos prefixados tendem a cair, afetando a marcação a mercado de quem já possui esses papéis. Para novos aportes mantidos até o vencimento, porém, a remuneração contratada fica maior.

Juros futuros avançam ao longo da curva

O avanço dos DIs ocorreu nos principais vencimentos acompanhados pelo mercado. O contrato para janeiro de 2029 passou de 14,105% na quinta-feira para 14,185% nesta sexta-feira, alta de 0,08 ponto percentual.

O DI para janeiro de 2032 subiu de 14,405% para 14,45%. Já o vencimento de janeiro de 2037 avançou de 14,45% para 14,48%.

A curva continuou incorporando os efeitos das novas tarifas de 25% anunciadas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. A sobretaxa entrará em vigor em 22 de julho, embora mais de 2 mil linhas tarifárias tenham sido incluídas na relação de exceções.

Segundo a ApexBrasil, cerca de US$ 7,2 bilhões dos US$ 38 bilhões exportados pelo Brasil aos Estados Unidos podem ser atingidos pela medida. A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil estima que 36,5% das exportações do agronegócio para o mercado americano ficarão sujeitas à cobrança adicional.

Taxas do Tesouro IPCA+ recuam

Enquanto os prefixados subiram, os títulos atrelados à inflação registraram queda nas taxas. O Tesouro IPCA+ 2032 passou de IPCA + 8,13% para IPCA + 8,11% ao ano, baixa de 0,02 ponto percentual.

O Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2037 também recuou 0,02 ponto, de IPCA + 7,88% para IPCA + 7,86%. O IPCA+ 2040 caiu de IPCA + 7,57% para IPCA + 7,54%.

Nos vencimentos mais longos, o IPCA+ com Juros Semestrais 2045 passou de IPCA + 7,56% para IPCA + 7,53%. O IPCA+ 2050 apresentou a maior queda, de 0,05 ponto, para IPCA + 7,24%.

Já o Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2060 recuou de IPCA + 7,41% para IPCA + 7,38%. Apesar da queda, os títulos continuam oferecendo juros reais elevados em relação ao histórico.

IBC-Br mostra desaceleração gradual

No cenário doméstico, o Índice de Atividade Econômica do Banco Central, considerado uma prévia do PIB, avançou 0,1% em maio. O resultado ficou acima das projeções de queda, mas reforçou a leitura de perda gradual de força da economia brasileira.

A indústria cresceu 0,4% no mês, enquanto serviços avançaram 0,1%. A agropecuária caiu 1%, limitando o desempenho do indicador.

Uma atividade mais fraca pode reduzir pressões inflacionárias e ampliar o espaço para cortes da Selic. Nesta sexta-feira, porém, a influência desse dado sobre a curva foi limitada pela cautela com as tarifas, pelo dólar em alta e pelo cenário externo.

Petróleo sobe com escalada no Oriente Médio

O petróleo voltou a pressionar o ambiente global. Por volta das 11h, o Brent subia 2,5%, cotado a US$ 86,76 por barril, enquanto o WTI avançava mais de 3%, para US$ 81,55.

A alta ocorreu após Estados Unidos e Irã intensificarem os ataques no Golfo Pérsico, em meio às restrições ao tráfego pelo Estreito de Ormuz e à ameaça de fechamento de outras rotas marítimas.

O petróleo mais caro mantém o risco inflacionário no radar. Esse cenário pode levar bancos centrais a manter juros elevados por mais tempo, embora os indicadores de inflação ao consumidor e ao produtor dos Estados Unidos tenham vindo abaixo do esperado nesta semana.

Ibovespa oscila e dólar sobe

No mercado local, o Ibovespa oscilava próximo da estabilidade, na região dos 174 mil pontos, depois de virar para uma leve alta durante a manhã.

O dólar comercial avançava para perto de R$ 5,11. A moeda americana mais forte e a abertura dos juros futuros mostravam que os investidores ainda adotavam uma postura cautelosa diante do tarifaço e do cenário geopolítico.

A Petrobras subia acompanhando o petróleo, enquanto Vale e ações ligadas ao mercado doméstico apresentavam desempenho mais fraco.

Leia também:

Taxas do Tesouro Direto hoje

Confira as taxas do Tesouro Direto por volta das 12h01 desta sexta-feira:

Prefixados

  • Tesouro Prefixado 2029: 14,18% ao ano (+0,12 p.p.)
  • Tesouro Prefixado 2032: 14,50% ao ano (+0,09 p.p.)
  • Tesouro Prefixado com Juros Semestrais 2037: 14,55% ao ano (+0,07 p.p.)

Atrelados à Selic

  • Tesouro Selic 2031: Selic + 0,0744%
  • Tesouro Reserva 2036: Selic

Atrelados ao IPCA

  • Tesouro IPCA+ 2032: IPCA + 8,11% (-0,02 p.p.)
  • Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2037: IPCA + 7,86% (-0,02 p.p.)
  • Tesouro IPCA+ 2040: IPCA + 7,54% (-0,03 p.p.)
  • Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2045: IPCA + 7,53% (-0,03 p.p.)
  • Tesouro IPCA+ 2050: IPCA + 7,24% (-0,05 p.p.)
  • Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2060: IPCA + 7,38% (-0,03 p.p.)