O Tesouro Direto hoje (16) opera com alta nas taxas dos títulos de prazos intermediários e longos, acompanhando o avanço dos juros futuros após os Estados Unidos confirmarem uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros. A medida aumentou a cautela com a economia doméstica e pressionou os ativos locais.
O destaque ficou com o Tesouro Prefixado com Juros Semestrais 2037, cuja taxa avançou de 14,40% na quarta-feira (15) para 14,48% ao ano nesta quinta-feira. O Tesouro Prefixado 2032 subiu de 14,38% para 14,41%, enquanto o vencimento de 2029 caiu de 14,08% para 14,06%.
Entre os títulos atrelados à inflação, o Tesouro IPCA+ 2032 passou de IPCA + 8,10% para IPCA + 8,13% ao ano. As taxas também subiram na maior parte dos vencimentos mais longos, refletindo a abertura da curva de juros e o aumento do prêmio exigido pelos investidores.
Tesouro Direto hoje reage ao tarifaço dos EUA
Os Estados Unidos anunciaram uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros, com entrada em vigor prevista para a próxima quarta-feira (22).
Alguns produtos, como carne bovina, café, terras raras, itens de energia, aeronaves e peças de aeronaves, ficaram entre as exceções anunciadas. Ainda assim, a sobretaxa atingirá diferentes setores da economia.
A confirmação das tarifas pressionou o mercado brasileiro. O Ibovespa recuava para a região dos 174 mil pontos, enquanto o dólar comercial avançava para perto de R$ 5,09.
Na renda fixa, o efeito apareceu principalmente nos vencimentos mais longos. Esses contratos são mais sensíveis a mudanças nas perspectivas para crescimento econômico, inflação, câmbio e situação fiscal.
DIs longos sobem com aumento da cautela
Os juros futuros avançavam com mais força na parte intermediária e longa da curva. O DI para janeiro de 2029 subiu de 14,05% na quarta-feira para 14,105% nesta quinta-feira, alta de 0,055 ponto percentual.
O contrato para janeiro de 2032 passou de 14,33% para 14,405%, avanço de 0,075 ponto percentual. Já o DI para janeiro de 2037 subiu de 14,34% para 14,45%, alta de 0,11 ponto percentual.
Nos vencimentos mais curtos, o comportamento foi diferente. Alguns contratos ligados ao fim de 2026 e ao início de 2027 apresentavam estabilidade ou leve queda, mostrando que a pressão estava concentrada principalmente nos prazos maiores.
A abertura dos DIs longos teve reflexo nos títulos do Tesouro Direto. Quando as taxas sobem, os preços dos papéis tendem a cair, afetando a marcação a mercado de quem já possui esses investimentos.
IPCA+ 2032 volta a subir
O Tesouro IPCA+ 2032 avançou de IPCA + 8,10% para IPCA + 8,13% ao ano, alta de 0,03 ponto percentual. O papel permanece acima da marca de 8% de juro real, patamar que voltou a ser observado após o alívio registrado no início da semana.
O Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2037 passou de IPCA + 7,87% para IPCA + 7,88%. O IPCA+ 2040 subiu de IPCA + 7,55% para IPCA + 7,57%.
Nos vencimentos mais longos, o Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2045 avançou de IPCA + 7,55% para IPCA + 7,56%, enquanto o IPCA+ 2050 passou de IPCA + 7,28% para IPCA + 7,29%. O IPCA+ com Juros Semestrais 2060 ficou estável em IPCA + 7,41%.
A alta na maior parte da curva real mostra que o mercado voltou a exigir prêmio maior para carregar títulos de inflação por períodos mais longos.
Prefixado 2037 apresenta maior alta
Nos títulos prefixados, o comportamento foi dividido. O Tesouro Prefixado 2029 recuou de 14,08% para 14,06% ao ano, permanecendo abaixo da Selic, atualmente em 14,25%.
O Tesouro Prefixado 2032 subiu de 14,38% para 14,41%, alta de 0,03 ponto percentual. O principal avanço ocorreu no Tesouro Prefixado com Juros Semestrais 2037, que passou de 14,40% para 14,48%, elevação de 0,08 ponto percentual.
A diferença entre os vencimentos acompanha a própria inclinação da curva de DIs. Enquanto os contratos mais próximos tiveram variações menores, os juros longos incorporaram com mais intensidade os riscos associados às tarifas e às perspectivas econômicas.
Ibovespa cai e dólar sobe
No mercado local, o Ibovespa operava em queda e chegou a perder a região dos 174 mil pontos durante a manhã. Bancos, Vale e empresas ligadas ao consumo doméstico estavam entre as principais pressões sobre o índice.
O dólar comercial avançava para a região de R$ 5,09. A alta da moeda americana também contribui para aumentar a cautela com a inflação, uma vez que o câmbio mais elevado pode encarecer produtos e insumos importados.
Além do tarifaço, investidores acompanhavam a tensão no Estreito de Ormuz e o aumento dos preços da energia. O número de embarcações que atravessaram a região voltou a cair após os Estados Unidos retomarem o bloqueio naval aos portos iranianos.
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Taxas do Tesouro Direto hoje
Confira as taxas do Tesouro Direto por volta das 11h27 desta quinta-feira:
Prefixados
- Tesouro Prefixado 2029: 14,06% ao ano (-0,02 p.p.)
- Tesouro Prefixado 2032: 14,41% ao ano (+0,03 p.p.)
- Tesouro Prefixado com Juros Semestrais 2037: 14,48% ao ano (+0,08 p.p.)
Atrelados à Selic
- Tesouro Selic 2031: Selic + 0,0743%
- Tesouro Reserva 2036: Selic
Atrelados ao IPCA
- Tesouro IPCA+ 2032: IPCA + 8,13% (+0,03 p.p.)
- Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2037: IPCA + 7,88% (+0,01 p.p.)
- Tesouro IPCA+ 2040: IPCA + 7,57% (+0,02 p.p.)
- Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2045: IPCA + 7,56% (+0,01 p.p.)
- Tesouro IPCA+ 2050: IPCA + 7,29% (+0,01 p.p.)
- Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2060: IPCA + 7,41% (estável)






