O Tesouro Direto hoje (21) opera com alta nas taxas dos títulos prefixados, em uma sessão marcada pela valorização do petróleo e pela cautela com novas tarifas comerciais dos Estados Unidos. O Tesouro Prefixado 2029 avançou de 14,27% na segunda-feira (20) para 14,32% ao ano nesta terça-feira.
O Tesouro Prefixado 2032 passou de 14,60% para 14,62%, enquanto o Tesouro Prefixado com Juros Semestrais 2037 subiu de 14,63% para 14,65% ao ano.
Entre os títulos atrelados à inflação, o Tesouro IPCA+ 2032 permaneceu em IPCA + 8,18%. Os demais vencimentos tiveram variações pequenas, com leve alta na parte intermediária e recuo no IPCA+ 2050.
Tesouro Direto hoje: prefixados voltam a subir
O principal avanço entre os títulos ocorreu no Tesouro Prefixado 2029, cuja taxa aumentou 0,05 ponto percentual, de 14,27% para 14,32% ao ano.
Com isso, o papel ampliou a diferença em relação à Selic, atualmente em 14,25% ao ano. O título havia voltado a superar a taxa básica na segunda-feira e passou a oferecer um prêmio um pouco maior nesta terça-feira.
O Tesouro Prefixado 2032 subiu 0,02 ponto percentual, para 14,62% ao ano. O Prefixado com Juros Semestrais 2037 também avançou 0,02 ponto e alcançou 14,65%.
Quando as taxas sobem, os preços dos títulos prefixados tendem a cair. Esse efeito prejudica a marcação a mercado de quem pretende vender o investimento antes do vencimento, mas aumenta a remuneração oferecida aos novos compradores.
IPCA+ 2032 permanece em 8,18%
O Tesouro IPCA+ 2032 ficou estável em IPCA + 8,18% ao ano, mantendo um juro real acima de 8%. O papel continua entre os principais destaques da renda fixa pública diante do elevado prêmio oferecido acima da inflação.
O Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2037 passou de IPCA + 7,87% para IPCA + 7,88%. O IPCA+ 2040 avançou de IPCA + 7,55% para IPCA + 7,56%.
O Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2045 permaneceu em IPCA + 7,53%, enquanto o IPCA+ 2050 recuou de IPCA + 7,25% para IPCA + 7,24%. O IPCA+ com Juros Semestrais 2060 ficou estável em IPCA + 7,38%.
Petróleo supera US$ 91 e mantém inflação no radar
O petróleo voltou a subir com força nesta terça-feira. Por volta das 10h59, o Brent avançava 2,44%, cotado a US$ 91,40 por barril, enquanto o WTI subia 2,81%, a US$ 85,57.
A alta ocorreu em meio aos novos ataques entre Estados Unidos e Irã e às ameaças de interrupção do fornecimento de energia no Oriente Médio. Os houthis do Iêmen também anunciaram um bloqueio naval contra a Arábia Saudita.
A valorização do petróleo mantém as preocupações inflacionárias no radar. Uma alta persistente da commodity pode encarecer combustíveis, transporte e diferentes cadeias produtivas, reduzindo o espaço para cortes de juros pelos bancos centrais.
DIs ficam acima dos níveis de segunda-feira
Os juros futuros operavam acima dos níveis observados na segunda-feira nos principais vencimentos acompanhados pelo mercado.
O DI para janeiro de 2029 passou de 14,305% para 14,385%, alta de 0,08 ponto percentual. O contrato para janeiro de 2032 avançou de 14,56% para 14,615%.
O DI para janeiro de 2037 também subiu, de 14,55% para 14,615%. A abertura da curva ocorreu apesar de relatos de recuo intradiário das taxas em parte da manhã, o que mostra que os contratos devolveram parte da pressão, mas continuavam acima das referências da véspera.
Além do petróleo, os investidores acompanhavam o risco de novas tarifas americanas. Segundo informações divulgadas nesta terça-feira, o governo de Donald Trump preparava sobretaxas contra dezenas de países.
Tarifas dos EUA ampliam cautela
O mercado global também repercutiu a imposição de tarifas de 50% dos Estados Unidos sobre aproximadamente US$ 20 bilhões em produtos canadenses.
O governo americano classificou a medida como uma resposta às barreiras comerciais adotadas pelo Canadá. Ao mesmo tempo, investidores aguardavam possíveis anúncios de novas tarifas sobre outros parceiros comerciais.
Ibovespa perde força e dólar recua
No mercado local, o Ibovespa operava sem força e chegou a cair 0,40%, para a região dos 172,6 mil pontos. Posteriormente, o índice reduziu parte das perdas, mas continuou oscilando próximo dos 173 mil pontos.
O dólar comercial recuava para perto de R$ 5,07, enquanto as bolsas de Nova York registravam altas mais consistentes, apoiadas principalmente pelas ações de empresas de tecnologia e semicondutores.
Apesar da queda do câmbio, a combinação de petróleo acima de US$ 91, risco tarifário e incerteza geopolítica manteve os prêmios da renda fixa brasileira elevados.
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Taxas do Tesouro Direto hoje
Confira as taxas do Tesouro Direto por volta das 11h30 desta terça-feira:
Prefixados
- Tesouro Prefixado 2029: 14,32% ao ano (+0,05 p.p.)
- Tesouro Prefixado 2032: 14,62% ao ano (+0,02 p.p.)
- Tesouro Prefixado com Juros Semestrais 2037: 14,65% ao ano (+0,02 p.p.)
Atrelados à Selic
- Tesouro Selic 2031: Selic + 0,0742%
- Tesouro Reserva 2036: Selic
Atrelados ao IPCA
- Tesouro IPCA+ 2032: IPCA + 8,18% (estável)
- Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2037: IPCA + 7,88% (+0,01 p.p.)
- Tesouro IPCA+ 2040: IPCA + 7,56% (+0,01 p.p.)
- Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2045: IPCA + 7,53% (estável)
- Tesouro IPCA+ 2050: IPCA + 7,24% (-0,01 p.p.)
- Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2060: IPCA + 7,38% (estável)






