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Tesouro Direto hoje: prefixados caem até 0,21 p.p. após Copom interromper cortes

Tesouro Direto hoje: prefixados caem até 0,21 p.p. após Copom interromper cortes

Prefixado 2037 recua de 15,42% para 15,21%, enquanto IPCA+ 2050 sobe a 7,48% e perde 1,71% em preço nesta quinta-feira

O Tesouro Direto hoje (5) apresentava queda de até 0,21 ponto percentual nas taxas dos títulos prefixados por volta das 11h29. O comportamento ocorria após o Comitê de Política Monetária interromper o ciclo de cortes e manter a Selic em 13,75% ao ano.

O maior recuo aparecia no Tesouro Prefixado com Juros Semestrais 2037. A taxa passou de 15,42% para 15,21% ao ano ante a referência de quarta-feira (4). O preço unitário subiu de R$ 774,18 para R$ 782,80, valorização de R$ 8,62, ou 1,11%.

O Prefixado 2032 recuava de 15,54% para 15,34% ao ano, enquanto o vencimento de 2029 cedia de 15,13% para 14,94%. Entre os títulos ligados à inflação, porém, os vencimentos mais longos operavam em sentido contrário. A taxa do IPCA+ 2050 subiu de IPCA + 7,40% para IPCA + 7,48%, e a do IPCA+ com Juros Semestrais 2060 avançou de 7,49% para 7,56%.

Com a elevação da taxa, o preço do IPCA+ 2050 caiu de R$ 883,61 para R$ 868,51, perda de R$ 15,10, ou 1,71%. A diferença entre preços e rentabilidades decorre da marcação a mercado: quando a taxa exigida aumenta, o valor do título recua antes do vencimento.

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Copom pausa cortes e curva de juros fica dividida

O Copom manteve a Selic em 13,75% ao ano por decisão unânime, interrompendo uma sequência de cinco reduções consecutivas de 0,25 ponto percentual. O Banco Central apontou maior incerteza, expectativas de inflação mais elevadas e desaceleração mais acentuada da atividade econômica.

Os indicadores domésticos reforçavam os sinais de perda de ritmo. A produção industrial caiu 0,8% em setembro ante agosto e recuou 2,5% na comparação anual. O PMI de serviços passou de 49,2 para 44,5 pontos em outubro, indicando contração do setor.

Ainda assim, os juros futuros operavam sem direção única. Por volta das 11h07, o DI para janeiro de 2029 recuava para 14,745%, enquanto os contratos para janeiro de 2031 e janeiro de 2035 avançavam para 15,015% e 15,095%, respectivamente. A divisão da curva ajuda a explicar a queda dos prefixados e a pressão sobre os IPCA+ mais longos.

Leia também:

Tesouro Direto hoje: confira as taxas

Confira as taxas registradas por volta das 11h29 desta quinta-feira, comparadas com a referência das 12h15 de quarta-feira (4):

Prefixados

  • Tesouro Prefixado 2029: 14,94% ao ano – queda de 0,19 p.p.
  • Tesouro Prefixado 2032: 15,34% ao ano – queda de 0,20 p.p.
  • Tesouro Prefixado com Juros Semestrais 2037: 15,21% ao ano – queda de 0,21 p.p.

Atrelados à Selic

  • Tesouro Selic 2031: Selic + 0,1064% ao ano – alta de 0,0002 p.p., praticamente estável

Atrelados ao IPCA

  • Tesouro IPCA+ 2032: IPCA + 7,92% – queda de 0,01 p.p.
  • Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2037: IPCA + 7,81% – queda de 0,01 p.p.
  • Tesouro IPCA+ 2040: IPCA + 7,62% – alta de 0,01 p.p.
  • Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2045: IPCA + 7,59% – alta de 0,05 p.p.
  • Tesouro IPCA+ 2050: IPCA + 7,48% – alta de 0,08 p.p.
  • Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2060: IPCA + 7,56% – alta de 0,07 p.p.