O Tesouro Direto hoje (4) apresentava queda generalizada nas taxas dos títulos prefixados e atrelados ao IPCA por volta das 12h15, segundo as cotações do programa. O maior recuo aparecia no Tesouro Prefixado 2032, cuja rentabilidade caiu de 15,78% para 15,54% ao ano, baixa de 0,24 ponto percentual ante a referência de terça-feira (3).
Com a redução da taxa, o preço unitário do papel subiu de R$ 471,79 para R$ 477,11. O avanço foi de R$ 5,32, ou aproximadamente 1,13%. O Prefixado com Juros Semestrais 2037 também se valorizou cerca de 1,06%, enquanto sua rentabilidade recuou de 15,62% para 15,42% ao ano.
Entre os títulos indexados à inflação, o Tesouro IPCA+ 2032 voltou a operar abaixo de 8%. A taxa caiu de IPCA + 8,02% para IPCA + 7,93% ao ano. O IPCA+ com Juros Semestrais 2037 também recuou 0,09 ponto percentual, para IPCA + 7,82%.
A queda das rentabilidades elevava os preços dos títulos por causa da relação inversa da marcação a mercado. Apesar do alívio, as taxas permaneciam elevadas: os prefixados de 2032 e 2037 continuavam acima de 15,4%, enquanto todos os papéis tradicionais atrelados à inflação ofereciam juros reais superiores a 7,4%.
Alívio externo reduz pressão antes do Copom
A redução das taxas acompanhava a queda dos juros futuros brasileiros e dos rendimentos dos títulos públicos americanos. O ambiente externo melhorou após os democratas conquistarem o controle da Câmara e do Senado nas eleições legislativas dos Estados Unidos, impondo uma derrota ao presidente Donald Trump.
O resultado ampliou a expectativa de maior dificuldade para a aprovação da agenda do governo americano. O dólar também recuava frente ao real, enquanto as bolsas dos Estados Unidos avançavam durante a manhã.
No mercado doméstico, os contratos de DI operavam em baixa na maior parte da curva. Por volta das 11h52, o contrato para janeiro de 2029 marcava 14,97%, enquanto janeiro de 2031 e janeiro de 2032 estavam em 15,24% e 15,285%, respectivamente.
Os investidores também aguardavam a decisão do Comitê de Política Monetária nesta quarta-feira. A expectativa predominante era de manutenção da Selic em 13,75%, embora parte do mercado ainda considerasse a possibilidade de corte de 0,25 ponto percentual.
O alívio desta quarta-feira recuperava apenas parte da forte alta registrada na véspera. As preocupações com o cenário fiscal, a pressão recente sobre o câmbio e a piora das expectativas de inflação continuavam limitando uma queda mais acentuada das taxas longas.
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Tesouro Direto hoje: confira as taxas
Confira as taxas registradas por volta das 12h15 desta quarta-feira, comparadas com a referência de terça-feira (3):
Prefixados
- Tesouro Prefixado 2029: 15,13% ao ano – queda de 0,17 p.p.
- Tesouro Prefixado 2032: 15,54% ao ano – queda de 0,24 p.p.
- Tesouro Prefixado com Juros Semestrais 2037: 15,42% ao ano – queda de 0,20 p.p.
Atrelados à Selic
- Tesouro Selic 2031: Selic + 0,1062% ao ano – praticamente estável
Atrelados ao IPCA
- Tesouro IPCA+ 2032: IPCA + 7,93% – queda de 0,09 p.p.
- Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2037: IPCA + 7,82% – queda de 0,09 p.p.
- Tesouro IPCA+ 2040: IPCA + 7,61% – queda de 0,08 p.p.
- Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2045: IPCA + 7,54% – queda de 0,06 p.p.
- Tesouro IPCA+ 2050: IPCA + 7,40% – queda de 0,01 p.p.
- Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2060: IPCA + 7,49% – queda de 0,06 p.p.






