O Tesouro Direto hoje (21) apresentava queda nas taxas de todos os títulos prefixados e tradicionais ligados ao IPCA por volta das 13h31. O principal destaque era o Tesouro IPCA+ 2032, cuja rentabilidade recuou de IPCA + 8,09% no fechamento de quinta-feira (20) para IPCA + 7,99% ao ano.
Com o movimento, o papel voltou a oferecer uma taxa inferior a 8% pela primeira vez desde junho. O preço unitário do título avançou de R$ 2.985,55 para R$ 3.002,36, refletindo a relação inversa entre os preços e as taxas dos títulos públicos.
A maior redução do dia, entretanto, aparecia no Tesouro Prefixado com Juros Semestrais 2037. A rentabilidade caiu de 14,76% para 14,62% ao ano, recuo de 0,14 ponto percentual. O preço unitário subiu de R$ 778,36 para R$ 784,55.
O Tesouro Prefixado 2032 passou de 14,73% para 14,61%, enquanto o vencimento de 2029 recuou de 14,29% para 14,21% ao ano.
Taxas dos títulos ligados ao IPCA recuam em bloco
Além do vencimento de 2032, todos os demais títulos tradicionais atrelados à inflação ofereciam taxas menores nesta sexta-feira.
O Tesouro IPCA+ 2040 caiu de IPCA + 7,56% para IPCA + 7,48%, enquanto o IPCA+ com Juros Semestrais 2037 passou de IPCA + 7,77% para IPCA + 7,70%.
Na parte mais longa, o Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2045 recuou para IPCA + 7,49%. O IPCA+ 2050 oferecia IPCA + 7,31%, e o vencimento com pagamentos semestrais de 2060 apresentava taxa de IPCA + 7,37%.
Com a redução das taxas, os preços unitários avançaram. O maior aumento nominal ocorreu no IPCA+ com Juros Semestrais 2045, cujo valor passou de R$ 4.122,82 para R$ 4.147,85.
Juros futuros recuam apesar da pressão nos Treasuries
O movimento do Tesouro Direto acompanhava a queda da curva de juros brasileira. Os contratos mais longos cediam cerca de 10 pontos-base em meio às expectativas sobre a disputa eleitoral, enquanto o dólar recuava para perto de R$ 5,16.
Por volta das 13h30, o contrato de DI para janeiro de 2027 operava a 13,71%, enquanto o vencimento de janeiro de 2029 estava em 14,19%. Os contratos para janeiro de 2031 e janeiro de 2032 apresentavam taxas de 14,46% e 14,54%, respectivamente.
No exterior, os rendimentos dos Treasuries voltaram a subir pela manhã, depois de a ampliação das recompras de títulos pelo Tesouro americano proporcionar apenas um dia de alívio ao mercado.
“Ao contrário do Federal Reserve, o Tesouro não pode criar dinheiro para financiar a compra de ativos”, afirmou Ulrike Hoffmann-Burchardi, diretora de investimentos para as Américas do UBS, em nota reproduzida pela CNBC.
Os investidores também repercutiam o PMI preliminar de serviços dos Estados Unidos, que avançou de 54,6 em julho para 56,8 em agosto, maior nível desde dezembro de 2024. Apesar da pressão externa, a curva brasileira mantinha o movimento de queda.
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Tesouro Direto hoje: confira as taxas
Confira as taxas registradas por volta das 13h31 desta sexta-feira:
Prefixados
- Tesouro Prefixado 2029: 14,21% ao ano — queda de 0,08 p.p.
- Tesouro Prefixado 2032: 14,61% ao ano — queda de 0,12 p.p.
- Tesouro Prefixado com Juros Semestrais 2037: 14,62% ao ano — queda de 0,14 p.p.
Atrelados à Selic
- Tesouro Selic 2031: Selic + 0,0733%
Atrelados ao IPCA
- Tesouro IPCA+ 2032: IPCA + 7,99% — queda de 0,10 p.p.
- Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2037: IPCA + 7,70% — queda de 0,07 p.p.
- Tesouro IPCA+ 2040: IPCA + 7,48% — queda de 0,08 p.p.
- Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2045: IPCA + 7,49% — queda de 0,06 p.p.
- Tesouro IPCA+ 2050: IPCA + 7,31% — queda de 0,03 p.p.
- Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2060: IPCA + 7,37% — queda de 0,04 p.p.






