Economia
arrow-bc
Notícias
arrow-bc
Quais foram as empresas que saíram da Rússia até agora? Confira!

Quais foram as empresas que saíram da Rússia até agora? Confira!

Redação EuQueroInvestir

Redação EuQueroInvestir

08 Jun 2022 às 15:03 · Última atualização: 08 Jun 2022 · 7 min leitura

Redação EuQueroInvestir

08 Jun 2022 às 15:03 · 7 min leitura
Última atualização: 08 Jun 2022

mapa Ucrânia

Reprodução/Pixabay

Quais foram as empresas que saíram da Rússia até agora?

Logo após o início do conflito armado entre Rússia e Ucrânia, várias empresas anunciaram o fim de seus negócios em solo russo. Isso tem impactos profundos na economia desse país, mas apoiar a restrição à liberdade seria ainda pior.

Este artigo elenca as principais companhias que deixaram a Rússia.

Leia-o até o fim e conheça melhor alguns aspectos desse triste episódio que ocorre agora no leste europeu.

Prossiga!

Porque diversas empresas deixaram seus negócios na Rússia?

Já não é novidade para mais ninguém que infelizmente outra guerra teve início no mundo. A Rússia decidiu invadir a Ucrânia e um conflito armado está em curso.

Como modo de retaliação à medida de Putin, diversas empresas simplesmente abandonaram suas atividades em solo russo, causando ainda mais prejuízos do que apenas a guerra já poderia causar.

Mas o que levou essas companhias a tomar essa decisão?

Cada vez mais as organizações ao redor do globo estão imersas em sua função de cumprir um papel social. Os consumidores tendem a prevalecer marcas que prezam por essa faceta do mercado.

O objetivo principal de uma empresa privada ainda é o lucro, que ninguém se engane. E não há nada de errado com isso.

No entanto, é justamente por esse viés que as empresas saíram da Rússia após a deflagração do conflito. Manter suas operações naquele país poderia ser interpretado como apoio à invasão.

As consequências desse tipo de leitura pelo mercado consumidor poderia trazer sérios danos à imagem de qualquer companhia que insistisse na permanência de seus negócios em solo russo.

Que empresas já abandonaram a Rússia?

Acompanhe a lista de algumas empresas que já não têm mais negócios em solo russo. Confira.

Shell

O anúncio do abandono completo das operações da Shell na Rússia tem um grande impacto na economia local. A razão disso é o tamanho das operações da empresa, sobretudo na área de gás natural.

Ao nordeste da Rússia, por exemplo, a Shell mantinha uma unidade de negócio denominada Sakhalin 2, com uma participação de 25%.

Lá eram produzidas nada menos que 11 milhões de toneladas de gás natural liquefeito por ano, com expressivas exportações para a China e o Japão.

Unilever

A empresa de bens de consumo Unilever foi um tanto quanto radical em seu posicionamento em relação às suas operações na Rússia. Ela decidiu interromper nada mais nada menos que todas as importações e exportações.

Adicionalmente, ela anunciou também que não investirá mais no país, além de suspender toda e qualquer publicidade que era publicada na Rússia.

No entanto, a companhia disse que continuará a fornecer produtos ligados à alimentação e higiene pessoal, provavelmente por entender a necessidade do povo em um momento delicado como esse.

Mas esse anúncio veio acompanhado da notícia que a empresa não obterá lucro com a venda desses insumos.

McDonald’s

O anúncio da paralisação por tempo indeterminado das operações do McDonald’s na Rússia foi considerável. A empresa opera no país já há mais de 30 anos e acumula um total de 847 restaurantes.

Somando os funcionários de todas as franquias instaladas no país, estamos falando de nada menos que 62 mil pessoas. Isso pode ser entendido como 62 mil famílias, o que aumenta ainda mais o número absoluto.

Para aliviar os impactos negativos da decisão de paralisar as atividades, o McDonald’s decidiu manter os salários pagos aos colaboradores mesmo enquanto durar a paralisação. É um ótimo atenuante.

McDonald's

Starbucks

Outro impacto significativo na economia russa foi a suspensão das atividades da loja especializada em cafés Starbucks. A razão disso é que existem atualmente mais de 2000 parceiros sediados no país.

O anúncio incluiu o envio de todos os produtos da empresa a partir da Rússia. No entanto, também foi anunciado o suporte necessário aos parceiros que dependem desses negócios como forma de não desampará-los.

Quais são as consequências desse abandono para a Rússia?

Por incrível que pareça, as consequências de toda essa movimentação não se restringem somente à Rússia, mas tendem a se espalhar por todo o mundo.

De forma direta, é provável que o desemprego avance consideravelmente na nação russa. Várias empresas que abandonaram o país possuem instalações industriais responsáveis pela geração de muitos postos de trabalho.

Além disso, a moeda oficial da Rússia, o rublo, vem sofrendo forte desvalorização. Isso decorre do aumento da inflação trazida pela maior impressão de dinheiro pelo governo.

Há de se considerar também o aumento de preço nas commodities produzida pelos dois países envolvidos no conflito. Os EUA suspenderam a compra de petróleo russo e isso contribui para a elevação de seu preço.

O trigo, fartamente produzido pela Ucrânia, também atingiu máxima histórica, com elevação de mais de 45% em seu valor. Já o níquel atingiu o preço de US$ 100 mil a tonelada.

Como todos esses produtos fazem parte do consumo mundial, direta ou indiretamente, a elevação de seus custos atinge todos os países. Provavelmente será visto aumento inflacionário, com todos pagando a conta no final.

Como as empresas podem fazer o equilíbrio entre perdas financeiras e valores de responsabilidade social?

Em um primeiro momento, pode ser que a impressão passada seja de que somente a Rússia estaria perdendo com o movimento de retirada das empresas, mas não é bem assim.

As organizações também deixam muito lucro para trás. A britânica BP do setor de petróleo e gás, por exemplo, calcula prejuízos de cerca de US$ 25 bilhões ao desfazer sua parceria com a Rosneft, petroleira russa.

No entanto, ainda assim as organizações deixaram a Rússia em debandada e a explicação disso é que o custo de uma neutralidade pode ser ainda maior do que as perdas mais imediatas.

Novamente há de se ressaltar o apelo da comunidade mundial por tolerância para com as diferenças e, acima de tudo, para com a liberdade.

Devido à diversos acontecimentos trágicos na humanidade, como guerras passadas, esses valores passaram a ter maior representatividade na vida das pessoas. Violá-los é algo inadmissível para o cidadão comum que vive em países livres.

Assim, podemos entender que por mais que existam perdas financeiras imediatas para as empresas que abandonaram seus negócios na Rússia, os valores ligados à liberdade humana vêm em primeiro lugar.

  • Gostou do conteúdo sobre empresas que saíram da Rússia? Quer conhecer mais investimentos? Então preencha este formulário que um assessor da EQI Investimentos entrará em contato para apresentar as aplicações disponíveis!
A retomada das Criptos?
newsletter
Receba informações exclusivas em seu email

Últimas notícias