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5 papeis de renda fixa corporativa, sem IR, para ter em 2026

5 papeis de renda fixa corporativa, sem IR, para ter em 2026

Carteira do Safra destaca debêntures incentivadas de infraestrutura, energia e logística como estratégia de retorno real elevado

A renda fixa em 2026 deve ocupar posição central nas estratégias dos investidores diante da expectativa de queda da Selic, desaceleração da inflação e maior previsibilidade macroeconômica.

Nesse cenário, uma carteira composta por cinco papéis de renda fixa corporativa isentos de Imposto de Renda, divulgada pelo Banco Safra, projeta retorno anual equivalente a 117% do CDI, considerando o benefício fiscal, com duration média de 7,1 anos e rendimento bruto estimado em 99% do CDI.

Cenário macroeconômico sustenta a tese

De acordo com o time de renda fixa do Safra, a economia global deve passar por um processo de desaceleração moderada ao longo de 2026.

Nos Estados Unidos, a expansão dos investimentos, especialmente no setor de tecnologia, tende a coexistir com a perda de fôlego do consumo das famílias, sem deterioração relevante do mercado de trabalho.

Na China, a retração do mercado imobiliário continua afetando a riqueza das famílias e a demanda doméstica.

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No Brasil, o ambiente segue marcado por política monetária contracionista e elevado comprometimento da renda das famílias com o serviço da dívida, que atingiu 29% no fim do terceiro trimestre de 2025.

A projeção é de que o crescimento do PIB desacelere de 2,3% em 2025 para 1,6% em 2026, enquanto a inflação recue de 4,4% para 3,7% ao ano. Esse movimento deve permitir o início do ciclo de cortes da Selic no primeiro trimestre de 2026, com a taxa encerrando o ano em 11,5% ao ano.

Renda fixa em 2026 e o papel das debêntures incentivadas

Com a perspectiva de queda dos juros, a renda fixa em 2026 passa a oferecer não apenas renda recorrente, mas também potencial de valorização via fechamento da curva longa.

As debêntures incentivadas se destacam nesse contexto por combinarem prazos longos, indexação ao CDI ou à inflação e isenção de Imposto de Renda para pessoas físicas, elevando o retorno líquido frente a alternativas tradicionais.

A carteira sugerida pelo Safra prioriza emissores com ativos de longo prazo, geração de caixa previsível e relevância estratégica para a economia brasileira, diluindo riscos setoriais e capturando ganhos em diferentes frentes.

Infraestrutura e logística trazem previsibilidade

Entre os papéis selecionados está a EcoRodovias, empresa que atua na gestão de concessões rodoviárias e portuárias, com aproximadamente 4,7 mil quilômetros de estradas em oito estados. O portfólio conta com concessões de longo prazo, algumas com vencimento além de 2050, e receitas relativamente estáveis, ainda que a companhia tenha um plano robusto de investimentos estimado em R$ 37 bilhões.

No segmento de logística, a Rumo representa a maior operadora ferroviária do país, responsável por transportar cerca de 26% das exportações brasileiras de grãos. Com concessões que chegam até 2079 em alguns trechos, a empresa se beneficia do crescimento estrutural do agronegócio, embora enfrente desafios relacionados ao elevado volume de capex e à concorrência com o transporte rodoviário.

Energia e perfil defensivo

O setor elétrico aparece na carteira por meio da Cemig, uma das principais operadoras do país, com atuação em geração, transmissão, distribuição e gás natural. As receitas reguladas e as concessões de longo prazo, renovadas até 2045 no caso da distribuição e até 2053 no gás, conferem previsibilidade ao fluxo de caixa, característica valorizada em estratégias de renda fixa de médio e longo prazo.

Exposição cíclica e exportadora

A carteira também inclui a Eldorado Brasil, produtora de celulose de eucalipto com forte perfil exportador. A empresa se beneficia de receitas dolarizadas e custo caixa competitivo, mas ainda carrega alavancagem elevada e enfrenta um ambiente global de sobreoferta de celulose, fatores que elevam o risco e, ao mesmo tempo, o retorno potencial do papel.

No setor imobiliário, a Cyrela se destaca pela forte presença em São Paulo e pelo histórico consistente de execução. A companhia pode se beneficiar diretamente da queda da Selic em 2026, embora permaneça sensível ao ciclo econômico e à pressão dos custos de construção.

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