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PCE dos EUA: inflação sobe 1% em junho ante maio

PCE dos EUA: inflação sobe 1% em junho ante maio

Osni Alves

Osni Alves

29 Jul 2022 às 10:16 · Última atualização: 29 Jul 2022 · 3 min leitura

Osni Alves

29 Jul 2022 às 10:16 · 3 min leitura
Última atualização: 29 Jul 2022

Imagem mostra um vagão de metrô em deslocamento e com passageiros nos EUA.

O Índice de Preços ao Consumidor (PCE dos EUA), um dos principais indicadores da economia norte-americana, mostra que a inflação subiu 1% em junho ante maio.

Conforme o governo dos Estados Unidos (EUA), considerando a base anual, a elevação foi de 6,8% ante junho de 2021, o que configura o maior avanço em 40 anos.

Já o Núcleo do PCE subiu 0,6% em junho, na margem, acima do consenso de alta de 0,5%, e a renda pessoal subiu 0,6% em junho, ante consenso de alta de 0,5%.

Os gastos com consumo, por exemplo, subiram 1,1%, ante estimativa de alta de 0,9% e foram um dos indicadores que mais pesaram na composição.

Os dados foram divulgados na manhã desta sexta-feira (29) e colocam ainda mais pressão na composição econômica do país que, com recuo do PIB e pedidos de auxílio-desemprego esquentando fazem os especialistas discutirem se os EUA já entraram em recessão técnica.

Imagem mostra uma pessoa se dirigindo ao metrô dos EUA.
Tá, e aí?Stephan F. Kautz, economista-chefe da EQI Asset

Para Stephan F. Kautz, economista-chefe da EQI Asset, o PCE veio 0,10% acima do esperado, tanto no headline quanto no núcleo, mostrando que ainda tem pressões de inflação na economia americana importantes, como aumento de custos relacionados à habitação, bem como saúde.

“Preocupa para o BC [Fed, espécie de banco dentral dos EUA] a leitura desse número, e reforça a necessidade de continuar subindo os juros, mas a gente mantém o nosso core de que ele desacelera o ritmo de alta de 75 bps para 50 bps na próxima reunião”, frisou.

PCE dos EUA: inflação no radar do investidor

Em se tratando do Núcleo do PCE, este exclui os preços de alimentos e energia, que são mais voláteis.

O relatório mostra, ainda, que a maior alta foi a dos preços de energia, que dispararam 7,5% na comparação com maio e 43,5% em relação a junho de 2021.

A inflação de alimentos, por sua vez, subiu 1,0% em um mês e 11,2% em um ano.

Com esse panorama, o mercado aumenta a aposta de que o Federal Reserve (Fed, espécie de banco central dos EUA) seja ainda mais agressivo no ciclo de alta da taxa de juros.

Cabe lembrar que na última quarta (27) a autoridade monetária elevou os juros em 0,75 ponto percentual, para uma faixa entre 2,25% a 2,50%, e reforçou o compromisso em trazer inflação de volta à meta (que é de 2% ao ano, muito abaixo do patamar atual).

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