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Rede D´Or: pressa por receita maior derruba margens; ações caem 5%

Rede D´Or: pressa por receita maior derruba margens; ações caem 5%

As ações da Rede D’Or (RDOR3) operam em queda de mais de 5%, mesmo após a divulgação de resultados considerados sólidos

As ações da Rede D’Or (RDOR3) operam em queda de mais de 5% nesta quinta-feira (26), mesmo após a divulgação de resultados considerados sólidos por analistas no quarto trimestre de 2025. Por trás dessa queda intensa, podem estar as pressões sobre as margens da companhia. Relatório da Ativa cita que as margens hospitalares vieram pressionadas no trimestre e que a companhia reforçou a relevância da entrega de volume e de um EBITDA nominal crescente. Porém, na teleconferência de resultdos mas comentou que houve mudança de mix e crescimento acelerado no top line acabou diluindo as margens no trimestre.

“A companhia reforçou que segue focada em iniciativas de eficiência para recomposição gradual da rentabilidade”, diz trecho do relatório.

No período, a companhia reportou receita líquida de R$ 14,6 bilhões, alta de 11,8% na comparação anual e praticamente em linha com as projeções. O desempenho foi impulsionado por avanços operacionais consistentes, com crescimento no número de leitos, pacientes-dia, cirurgias e infusões, além de reajustes de ticket médio.

Como foi 2025

A empresa encerrou 2025 com 13.555 leitos totais, aumento de 501 em 12 meses, apoiado por investimentos em expansão de capacidade, como no Hospital São Luiz São Bernardo. Os leitos operacionais somaram 10.351, enquanto a taxa de ocupação ficou em 76,9%, 1,1 ponto percentual acima do registrado um ano antes.

A receita bruta hospitalar atingiu R$ 9,2 bilhões, expansão de 16,4%, com destaque para oncologia, que cresceu 26,5% e passou a representar 11,4% da receita, ampliando sua relevância no portfólio.

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Na SulAmérica, a receita líquida foi de R$ 8,5 bilhões, alta de 10,8%, com expansão de 10,1% na base de beneficiários, para cerca de 5,9 milhões. A sinistralidade consolidada melhorou 4,4 pontos percentuais, para 75,8%.

Apesar do aumento de 13,7% nos custos, pressionados por honorários médicos e maior participação da oncologia, o crescimento da receita garantiu avanço de rentabilidade.