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Marcopolo: Resultado traz um “grande alívio para o mercado”

Marcopolo: Resultado traz um “grande alívio para o mercado”

Empresa registrou margens mais fortes e lucro 17% acima das projeções, contrariando o pessimismo do setor

As ações da Marcopolo (POMO4) sobem 3,5% nesta quinta-feira, depois que o balanço do quarto trimestre de 2025 trouxe um grande alívio para o mercado, segundo análise do BTG Pactual.

A alta reflete a surpresa positiva do resultado, que contrariou o pessimismo que vinha se formando desde o fim do terceiro trimestre, principalmente por causa do histórico fraco do 4T24 e dos volumes mais modestos reportados pela FABUS ao longo do ano.

De acordo com os analistas Fernanda Recchia e Lucas Marquiori, mesmo com a expectativa negativa que predominava no setor, os números divulgados pela companhia superaram as projeções em métricas essenciais de rentabilidade.

“Os números vieram acima das nossas estimativas, não tanto em receita, mas em Ebitda e lucro líquido”, afirmam.

O lucro foi o ponto mais forte: ficou 17% acima do previsto pelo banco, sustentado por margens mais sólidas e efeitos pontuais positivos no resultado financeiro.

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Ebitda

A receita do trimestre somou R$ 2,6 bilhões, queda de 4% na comparação anual, mas ainda 4% acima do estimado pelo BTG. O Ebitda reportado foi de R$ 426 milhões, recuo de 8% a/a, influenciado por uma despesa não recorrente de R$ 62 milhões relacionada à provisão de garantia do NFI Group.

Excluindo esse efeito, o Ebitda ajustado alcançou R$ 488 milhões — estabilidade anual e 9% acima do projetado — com margem de 19%. Já o lucro líquido chegou a R$ 342 milhões (alta de 7% a/a). Em base ajustada, o número sobe para R$ 392 milhões.

Cautela

Recchia e Marquiori ressaltam que a leitura geral do mercado deve ser positiva. “Após meses de desempenho mais fraco da ação e valuation ainda descontado, acreditamos que o mercado deve receber os resultados de forma favorável”, destacam.

Para 2026, o tom da companhia é cauteloso, mas com pontos de otimismo. O primeiro semestre deve ser mais fraco, especialmente no segmento rodoviário, mas a empresa projeta recuperação no segundo semestre, apoiada por juros menores e um backlog robusto, incluindo entregas relevantes ao Ministério da Saúde e novos volumes do Caminho da Escola.

Apesar dos avanços, o BTG mantém recomendação neutra, avaliando que o valuation é atrativo, mas o momento operacional ainda demanda confirmação de melhora consistente.