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175 Park Avenue: o novo arranha-céu que vai transformar o skyline de Manhattan

175 Park Avenue: o novo arranha-céu que vai transformar o skyline de Manhattan

Com 481 metros e conexão direta à Grand Central, o 175 Park Avenue combina engenharia avançada, mobilidade e urbanismo sustentável

O 175 Park Avenue, novo arranha-céu de Manhattan, promete transformar o skyline da cidade com seus 481 metros de altura e 83 andares. Vizinho da Grand Central Terminal, o empreendimento se insere no movimento de verticalização que marca Nova York nas últimas décadas. Com investimento estimado em US$ 7 bilhões e entrega prevista para 2030, o projeto já é tratado como um novo ícone da arquitetura contemporânea e do urbanismo sustentável.

Quando concluído, será o segundo edifício mais alto da cidade, superando a Central Park Tower e ficando atrás apenas do One World Trade Center. Mais do que altura, a proposta envolve integração urbana, eficiência estrutural e diálogo com o entorno histórico.

Arquitetura que dialoga com a história

O projeto leva a assinatura do escritório Skidmore, Owings & Merrill (SOM), responsável também pelo Burj Khalifa. No 175 Park Avenue, a proposta é diferente do brilho futurista de Dubai. Aqui, o desenho presta homenagem ao estilo Beaux-Arts da própria Grand Central e ao art déco do Chrysler Building.

O destaque visual é o exoesqueleto metálico com treliças aparentes que envolvem a torre. A estrutura cria uma base robusta e uma “coroa” no topo, reforçando a identidade do edifício no skyline de Manhattan.

Mas não se trata apenas de estética. O exoesqueleto garante estabilidade contra os ventos intensos e reduz a necessidade de pilares internos, oferecendo plantas corporativas mais amplas e flexíveis.

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Engenharia sobre trilhos

Erguido no lugar do antigo Grand Hyatt New York, anteriormente conhecido como The Commodore Hotel, o projeto também é chamado de Project Commodore. Assim como ocorreu no 270 Park Avenue, será necessário demolir a estrutura existente e reaproveitar as fundações.

Como a área abriga diversas linhas de trem subterrâneas, escavações profundas são inviáveis. A solução passa pelo uso de pilares inclinados, apelidados de “pés de bailarina”, que conectam a nova estrutura à base reforçada.

Em 2024, o Conselho de Edifícios Altos e Habitat Urbano reconheceu a proposta com o Prêmio Projeto Futuro, destacando sua inovação e contribuição ao urbanismo vertical sustentável.

Integração urbana e espaço público

Localizado na movimentada 42nd Street, próximo à New York Public Library, ao Bryant Park e ao Port Authority Bus Terminal, o 175 Park Avenue nasce com forte vocação de integração urbana.

O edifício incluirá um novo Transit Hall de cerca de 500 metros quadrados, com entradas adicionais para o metrô, além de 2,2 mil metros quadrados de espaço público elevado. A ideia é aliviar o fluxo intenso das calçadas e criar áreas de convivência acessíveis.

Com 195 mil metros quadrados de área construída, a torre abrigará escritórios, varejo, serviços, hotel com cerca de 500 quartos e observatório. Não será apenas mais um arranha-céu no skyline de Manhattan, mas um projeto que combina arquitetura, mobilidade e qualidade urbana de forma integrada.

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