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Única commodity que sobe no dia: entenda como o ouro pode proteger sua carteira

Única commodity que sobe no dia: entenda como o ouro pode proteger sua carteira

Redação EuQueroInvestir

Redação EuQueroInvestir

26 Nov 2021 às 12:00 · Última atualização: 26 Nov 2021 · 4 min leitura

Redação EuQueroInvestir

26 Nov 2021 às 12:00 · 4 min leitura
Última atualização: 26 Nov 2021

Comprar ouro é o investimento recorrente em épocas de crise

O ouro pode parecer uma forma antiga de investimento, mas você sabia que ele pode ter um papel muito importante na sua carteira de ativos?

Ainda hoje, o ouro é considerado como uma importante ferramenta de reserva de valor. Em momentos de crise, como o atual, este papel chama ainda mais atenção dos investidores.

Vale lembrar que, em meio à pandemia, o ouro passou de US$ 2 mil a onça troy. Nesta sexta-feira (26), ele é a única commodity que sobe, enquanto as demais derretem devido à identificação de uma nova variante do coronavírus, com alta capacidade de transmissão.

Para entender exatamente como o ouro pode ser usado como instrumento da proteção do seu portfólio, confira este artigo.

A importância do ouro

O ouro tem sido usado pela humanidade como reserva de valor ao longo dos séculos. Mas muito além de ser sinônimo de luxo e riqueza, o ouro ainda funciona como um ativo de valor que sobe em períodos de turbulência econômica.

Isso ocorre porque muitas pessoas buscam o ouro para proteger sua carteira de investimentos das oscilações de mercado.

As pessoas que têm investimentos em renda variável sabem que seu dinheiro está exposto a riscos de mercado. Por isso, quando identificam que o mercado pode passar por uma queda, a tendência é que vendam uma parte dos seus investimentos e aloquem estes recursos em ouro. Desta forma, conseguem preservar o dinheiro que possuem, e ao mesmo tempo ter liquidez.

Em outras palavras, o ouro é facilmente comprado e vendido em todo o mundo, e é isso que garante a liquidez. Em contrapartida, o mesmo não ocorreria se o investidor comprasse um imóvel. Neste exemplo do imóvel, o investidor garantiria sua reserva de valor, mas não teria liquidez.

Para ter ideia da importância do ouro, toda a economia global era vinculada ao metal entre 1815 e 1914. Neste período, valor da moeda de cada país correspondia às reservas do metal precioso que ele mantinha.

Como investir em ouro

Embora a imagem do Tio Patinhas nadando em moedas douradas tenha marcado a infância de muitos, guardar moeda dentro de casa não é a melhor forma de investir em ouro.

Um dos produtos mais indicados para isso são os fundos de investimento de ouro.

De acordo com o assessor de investimentos da EQI, Elias Wiggers, os fundos de ouro trabalham com grandes volumes e por isso conseguem obter bons preços na negociação pelo metal.

Os fundos de ouro (assim como os fundos cambiais) seguem uma lógica diferente de outros tipos de investimentos. Em vez de pagar algum tipo de prêmio ao investidor, eles variam junto com a cotação dos ativos. 

Ou seja, os fundos de ouro sobem junto com a valorização do metal e caem quando ele se desvaloriza.

Em outras palavras, são boas opções para manter uma parcela dos investimentos, mas eles também podem oscilar bastante. 

Outra alternativa são os Certificados de Operações Estruturadas (COE). Neste caso, não existe a variação cambial. Outra marca do COE é o capital protegido. Ou seja, você participa dos ganhos obtidos mas não perde se houver rentabilidade negativa.

Para aprender tudo sobre COE, clique aqui.

A terceira forma de investir é negociar contratos atrelados a ouro no mercado futuro. Neste caso, os contratos têm vencimentos em datas mais à frente. Eles preveem a entrega física do metal na data de vencimento do contrato.

Isso pode ser usado como medida especulativa quando o investidor achar que a alta do ouro vai ser maior que o valor contratado, segundo Wiggers.

Objetivo é proteção

Em geral, o ouro é recomendado para o cliente que precisa de algum tipo de proteção. Ou seja, para quem investe em renda variável. Em outras palavras, é indicado ao investidor moderado ou agressivo.

O objetivo é contrabalancear o portfólio de investimentos, tendo em vista que, em geral, a variação do metal no mercado tem correlação inversa à variação das ações e dos ativos de renda variável como um todo.

De acordo com o especialista da EQI, entre 5% e 10% da carteira deve estar em ativos de proteção de portfólio. Desta forma, quando só mercados sofrem, o ouro tende a subir. É o mesmo raciocínio dos fundos cambiais que investem em dólar.

“O ideal é ter 5% para uma proteção mais branda e 10% para uma proteção média”, diz.

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