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Oi (OIBR3): redução de participação na V.tal preocupa, diz BTG (BPAC11)

Oi (OIBR3): redução de participação na V.tal preocupa, diz BTG (BPAC11)

Matheus Gagliano

Matheus Gagliano

13 Jun 2022 às 15:06 · Última atualização: 13 Jun 2022 · 3 min leitura

Matheus Gagliano

13 Jun 2022 às 15:06 · 3 min leitura
Última atualização: 13 Jun 2022

Oi (OIBR3)

Divulgação

A perspectiva de redução de participação da Oi (OIBR3) na V.tal (novo nome da InfraCo) de 42% para 35% preocupa o BTG Pactual (BPAC11). Ainda assim, o banco manteve a recomendação de compra, com preço-alvo de R$ 2,30.

Em relatório, o banco informa que essa mudança vem para incorporar mudanças nas operações e métricas financeiras (incluindo dívida, capital de giro, número de casas passadas e casas conectadas, opex, capex) e contemplar melhorias no contrato de capacidade firmado entre Oi e V.tal.

De acordo com o banco, o anúncio vem logo após os prazos revisados da semana anterior ao fechamento da transação para o pagamento do passivo com a Anatel – Agência Nacional de Telecomunicações. O que gerou um impacto negativo de cerca de R$ 0,60 por ação segundo nas estimativas BTG.

“Assim, acreditamos que a combinação desses dois anúncios terá um impacto negativo significativo no valor justo estimado da Oi”, aponta o documento.

Redução da Oi (OIBR3) equivale a diminuição de R$ 2,4 bi para acionistas

O ajuste será feito da seguinte forma: ajuste de participação de 3,65% em 30 dias; e nova redução de participação de até 3,73% em julho de 2023, em função de condições mais favoráveis no contrato de capacidade entre Oi e V. tal.

Uma redução na participação de 7,4 pontos percentuais Oi na V.tal seria equivalente a uma redução de R$ 2,4 bilhões no valor para o acionista da Oi, ou cerca de R$ 0,40 por ação, segundo o BTG.

Assim o banco estima que o valor justo de mercado da V.tal ficaria em algo em torno de R$ 32 bilhões. No entanto, apenas o reajuste inicial de 3,65% é de fato negativo líquido para a Oi, já que os outros 3,73% de haircut serão compensados por melhores condições contratuais.

Ao todo, o banco estima que o ajuste inicial de 3,65% seja equivalente a uma redução de R$ 1,17 bilhão no patrimônio da Oi, ou cerca de R$ 0,20 por ação.

“Embora acreditemos que esta seja a maneira justa de estimar os termos revisados do negócio entre a Oi e a V.tal/novos investidores, há uma chance de o mercado levar em consideração todo o impacto negativo dos potenciais 7,4 p.p. redução da participação da Oi na V.tal”, conclui o relatório BTG.

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