A venda da rede de restaurantes Outback no Brasil, liderada pela Bloomin’ Brands, pode demorar alguns meses, já que a empresa americana está tentando obter o melhor valor possível pelo ativo. O valuation atual está em cerca de R$ 2 bilhões, mas as propostas iniciais ficaram abaixo desse valor, de acordo com fontes não identificadas. A gestora de private equity Vinci Partners está à frente das negociações.
Segundo informações do jornal Valor Econômico, embora a Vinci esteja progredindo, outras gestoras, como Advent e Zamp—que tem o fundo soberano Mubadala como seu principal acionista e é responsável por marcas como Burger King e Starbucks no Brasil—também estão competindo pela rede, que possui 158 unidades no país.
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Um executivo que preferiu não ser identificado ressaltou que o Mubadala não pretende abrir mão da aquisição, embora esteja focado na integração da operação da Starbucks, adquirida recentemente por R$ 120 milhões. A Vinci Partners, que já teve participação no Burger King e atualmente é acionista da Domino’s, está próxima de fechar um acordo de exclusividade com a Bloomin’ Brands.
Detalhes da proposta da Vinci pelo Outback
O valor final da proposta da Vinci deve ser inferior a R$ 2 bilhões, pois a Bloomin’ Brands pretende manter uma participação minoritária no negócio. Com um faturamento anual de R$ 2,5 bilhões e uma margem EBITDA de aproximadamente 10%, o Outback Brasil é considerado a principal operação internacional da Bloomin’ Brands.
Analistas estimam que o valuation é de cerca de 7 vezes o EBITDA da rede, que opera com lojas próprias e sócios-operadores locais. Com cerca de 170 estabelecimentos no Brasil, especialistas questionam o potencial de expansão da marca, ponderando se o número de lojas pode dobrar.
Além do Outback, a operação brasileira inclui a rede Abraccio, que ainda não se consolidou no mercado. Os potenciais compradores não têm considerado essa unidade no preço da negociação.
A entrada da Vinci no Outback pode ser um passo inicial para a formação de uma holding com outras operações de casual dining no Brasil. Essa venda está alinhada com a estratégia da gestora ativista Starboard, que busca aumentar o valor da Bloomin’ Brands. A empresa, avaliada em US$ 1,3 bilhão na Nasdaq, acredita que a operação brasileira representa uma “joia escondida” e merece um valuation superior ao das operações nos Estados Unidos.
A Vinci Partners não comentou sobre as negociações, enquanto a Bloomin’ Brands Brasil expressou otimismo com o interesse no negócio, afirmando que o Outback Steakhouse possui um valor significativo a longo prazo e continuará suas operações no Brasil.
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