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Por que as ações da Eneva podem subir 50% até março?

Por que as ações da Eneva podem subir 50% até março?

Bradesco BBI aponta que o leilão de reserva de capacidade, previsto para março, ainda não está totalmente precificado pelo mercado e pode destravar uma forte valorização da Eneva

As ações da Eneva (ENEV3) podem ter um dos principais catalisadores de curto prazo do setor elétrico em 2026.

Segundo avaliação do Bradesco BBI, o leilão de reserva de capacidade (LRCAP), programado para março, ainda guarda “muito espaço para surpresas positivas”, o que abre caminho para uma valorização que pode chegar a até 50%, dependendo das condições finais do certame.

Na manhã desta terça-feira (6), antes da abertura do pregão, as ações da Eneva eram negociadas a R$ 20,10. O banco elevou o preço-alvo para o fim de 2026 de R$ 22 para R$ 26, após atualizar seu modelo com os resultados do terceiro trimestre de 2025 (3TRI25) e revisar suas premissas para o leilão, a partir de conversas com fornecedores de turbinas, consultores e empresas do setor.

“Nosso cenário base é de potencial valorização de 29% para as ações até o preço-alvo, considerando 3,0 GW colocados no leilão de reserva de capacidade, com receita de R$ 2,25 milhões por MW para as usinas termelétricas a gás Parna 1/3 e Celse 2. No cenário otimista, trabalhamos com 4,3 GW contratados a R$ 2,25 milhões por MW, o que levaria a uma valorização de 39%, podendo chegar a 50% caso a receita garantida alcance R$ 2,50 milhões por MW”, afirma o Bradesco BBI em relatório.

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Ações da Eneva: Mais capacidade, teto mais alto e portfólio competitivo

Na avaliação do banco, o principal vetor de assimetria positiva está no tamanho e nas regras do leilão. A expectativa agora é que os reguladores contratem entre 20 GW e 25 GW de capacidade — acima das projeções anteriores, que variavam de 15 GW a 17 GW — com entrega entre 2026 e 2031, incluindo ativos existentes e novos projetos.

Além disso, o Bradesco BBI projeta um teto de receita mais elevado no certame, entre R$ 2,0 milhões e R$ 2,5 milhões por MW, refletindo o aumento dos custos de construção de usinas termelétricas e do fornecimento e transporte de gás natural. Nesse contexto, o portfólio da Eneva é visto como altamente competitivo, com ativos que podem ser contratados próximos ao teto de preço, mas com estruturas de custo significativamente mais baixas.

“Esperamos que os reguladores contratem uma capacidade total maior, entre 20 GW e 25 GW, e estabeleçam um teto de receita mais alto do que o inicialmente modelado, refletindo o aumento do custo de construção de novas usinas termelétricas e do fornecimento e transporte de gás. Esses fatores, combinados ao portfólio altamente competitivo da Eneva, podem gerar um resultado favorável que ainda não está totalmente precificado pelo mercado”, avalia o Bradesco BBI.

Dentro do segmento de renovação de contratos para térmicas existentes — estimado em cerca de 9 GW — a Eneva possui aproximadamente 1,6 GW em ativos a gás e carvão considerados competitivos. Já no bloco de novos projetos a gás natural, que pode somar cerca de 7,6 GW no cenário-base do banco, a companhia conta com pelo menos 1,3 GW do projeto Celse 2, além de outros 1,0 a 2,0 GW em projetos prontos para desenvolvimento, como o Ceiba, previsto para 2029.

Para além do leilão de março, o Bradesco BBI avalia que a Eneva segue bem posicionada como veículo de exposição ao mercado brasileiro de energia e ao desenvolvimento da indústria de gás natural, ainda com baixa penetração no país. O banco espera que os preços da eletricidade se estabilizem em torno de R$ 250 por MWh em contratos de médio e longo prazo, sustentados por maior despacho térmico, necessidade de nova capacidade para atender aos picos de demanda e custos marginais mais elevados para a expansão das fontes renováveis.

Com isso, o banco avalia que parte relevante do potencial positivo da Eneva ainda não está totalmente refletida nos preços das ações, o que ajuda a explicar a assimetria de alta apontada no relatório.

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