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Conheça o fundo que destronou o XPLG11

Conheça o fundo que destronou o XPLG11

A perspectiva permanece positiva, especialmente para os fundos de tijolo, que tendem a ser os principais beneficiados pelo fechamento das curvas de juros

A perspectiva para FIIs em 2026 segue construtiva, apesar dos desafios no ambiente macroeconômico, segundo avaliação do Banco do Brasil (BBAS3). Diante desse contexto, a perspectiva permanece positiva, especialmente para os fundos de tijolo, que tendem a ser os principais beneficiados pelo fechamento das curvas de juros. Em relatório, o Banco do Brasil recomenda aumento gradual da exposição a esses ativos, com moderação e seletividade, evitando decisões baseadas apenas em dividend yield elevado ou em descontos frente ao valor patrimonial.

A instituição bancária fez uma substituição em sua carteira recomendada: a entrada do fundo PSEC11, Fundo de Fundos (FOF) da Pátria Securities, em substituição ao XPLG11.

“O racional é capturar assimetrias entre o valor de mercado e patrimonial dos ativos investidos e o valor de mercado do Pátria Securities (PSEC11), especialmente após a integralização do BARI11 e PLCR11, que devem abrir espaço para reciclagem de ativos e destravar ganhos de capital no cenário estimado de queda de juros em 2026”, relatou o BB em seu documento.

Um pouco sobre o PSEC11

Segundo o Banco do Brasil, o PSEC11 (antigo RVBI11) tem por objeto proporcionar a seus cotistas a valorização e a rentabilidade de suas cotas no longo prazo, visando o ganho de capital através, primordialmente, do investimento em cotas de FII, ações ou SPEs ou CRIs.

Durante o ano passado, o fundo integralizou os ativos do fundos HGFF (FoF) e PLCR (FoF), tornando-se um dos maiores fundos de fundos do mercado com aproximadamente R$ 1,3 bilhão de patrimônio líquido.

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“Em nossa visão, o movimento é positivo para o PSEC11, que robusteceu a base de cotistas, elevou a diversificação do portfólio e trouxe flexibilidade de alocação em diversos instrumentos”, relatou o BB.

Cenário econômico para os FIIs

De acordo com a instituição, o IFIX apresentou desempenho positivo na maior parte de 2025, com recuos pontuais apenas em janeiro, em meio às incertezas fiscais herdadas de 2024, e em julho, quando o Brasil deixou de ser visto como posição estratégica e passou a ser impactado pela nova política comercial dos Estados Unidos.

Em dezembro, mês de referência do relatório, o IFIX avançou 3,14%, renovando sua máxima histórica mensal e intradiária pelo quinto mês consecutivo, ao alcançar 3.775 pontos. O movimento reforçou o otimismo dos investidores em fundos imobiliários e consolidou o bom desempenho do índice ao longo do ano, sustentado pela expectativa de afrouxamento monetário.

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Apesar do cenário favorável, o Banco do Brasil ressalta que a perspectiva para FIIs em 2026 deve incorporar maior volatilidade, característica típica de anos eleitorais. Ainda assim, a instituição avalia que o processo de flexibilização da política monetária tende a continuar impulsionando o mercado, especialmente nos segmentos mais sensíveis à queda dos juros.

No cenário internacional, dezembro foi marcado pela atenção à política monetária norte-americana. Segundo o Banco do Brasil, o CPI, principal indicador de inflação ao consumidor nos Estados Unidos, mostrou sinais de desaceleração após leituras mais brandas em novembro. O PIB do terceiro trimestre, por sua vez, superou as expectativas, contribuindo para um ambiente mais favorável.

Em contrapartida, o relatório de emprego (Payroll) veio acima do esperado e trouxe revisões para baixo de dados anteriores em função do shutdown do governo, aumentando as incertezas sobre a qualidade das informações e seus reflexos nas decisões de juros ao longo de 2026.

Nesse contexto, o Federal Reserve promoveu um corte de 0,25 ponto percentual na taxa básica de juros, levando-a para 3,75% ao ano, o que ampliou o diferencial de juros em relação ao Brasil. O Banco do Brasil observa que, apesar da sinalização, o Fed manteve em aberto os próximos passos da política monetária. De acordo com o time de assessoramento econômico da instituição, é esperado um novo corte em março, para 3,50% ao ano, período que também deve marcar o início do ciclo de afrouxamento monetário no Brasil.

No ambiente doméstico, o Banco do Brasil destaca que o IBC-BR de outubro recuou além do previsto e que a inflação medida pelo IPCA segue apresentando sinais de acomodação. Esses fatores poderiam elevar a probabilidade de um corte de juros já no início do ano. No entanto, o comunicado e a ata do Copom adotaram um tom mais austero, ressaltando desafios globais, a resiliência do mercado de trabalho e expectativas de inflação ainda acima da meta, apesar da melhora recente. Com isso, a instituição projeta que o início dos cortes ocorra em março de 2026.

Mesmo diante dessa sinalização, as curvas de juros se expandiram em quase todos os vértices em dezembro, refletindo, segundo o Banco do Brasil, uma possível reversão das expectativas relacionadas à alternância de poder em 2026, o que adiciona um componente de incerteza ao cenário.

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