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Energisa vende ativos de transmissão por R$ 2,2 bi; veja detalhes

Energisa vende ativos de transmissão por R$ 2,2 bi; veja detalhes

A transação considera data-base de 31 de dezembro de 2025. Na ocasião, os ativos possuíam dívida líquida de R$ 748 milhões, resultando em um equity value de R$ 1,545 bilhão

A Energisa (ENGI11) anunciou a venda de cinco ativos de transmissão de energia por um valor de aproximadamente R$ 2,293 bilhões, em mais um movimento voltado à reciclagem de capital e redução da alavancagem financeira da companhia.

Segundo fato relevante divulgado ao mercado, a controlada Energisa Transmissão de Energia (ETE) celebrou contrato para alienação de 100% das ações das empresas Energisa Tocantins Transmissora de Energia I (ETT), Energisa Tocantins Transmissora de Energia II (ETT II), Energisa Pará Transmissora de Energia I (EPA I), Energisa Pará Transmissora de Energia II (EPA II) e Energisa Goiás Transmissora de Energia I (EGO).

A transação considera data-base de 31 de dezembro de 2025. Na ocasião, os ativos possuíam dívida líquida de R$ 748 milhões, resultando em um equity value de R$ 1,545 bilhão. O valor da operação será atualizado pelo CDI até a conclusão do fechamento, além de estar sujeito aos ajustes usuais previstos para esse tipo de negociação.

O fechamento da operação ainda depende do cumprimento de condições precedentes, incluindo aprovações regulatórias da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) e do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE).

Após a conclusão da venda, a Energisa seguirá operando uma plataforma relevante no segmento de transmissão de energia, composta por cinco ativos operacionais e três em construção, totalizando Receita Anual Permitida (RAP) de R$ 777 milhões.

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Desalavancagem

De acordo com a companhia, a operação está alinhada à estratégia de otimização da estrutura de capital e reciclagem de ativos, prática comum entre empresas do setor elétrico para liberar recursos e financiar novas oportunidades de crescimento.

A Energisa destacou que os recursos obtidos com a venda serão direcionados para a trajetória de desalavancagem da companhia, com foco na maximização de valor aos acionistas.

O movimento ocorre em um momento em que empresas do setor de energia têm buscado maior eficiência financeira diante do cenário de juros ainda elevados e da necessidade de equilibrar expansão operacional com disciplina de capital.

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