A ISA Energia (ISAE3; ISAE4) informou nesta quinta-feira (11) o início da operação comercial do Bloco 3 do projeto Piraquê, após obter o Termo de Liberação Definitivo (TLD) junto ao Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). Com a autorização, a companhia passa a operar integralmente o lote 3, arrematado no leilão de transmissão 01/2022, com início de remuneração plena.
Segundo a empresa, a entrada em operação ocorreu com 16 meses de antecedência em relação ao prazo estabelecido pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL). O avanço reforça a execução do cronograma e permite antecipar a geração de caixa do empreendimento.
Com a conclusão do bloco remanescente, o projeto passa a contribuir integralmente para a Receita Anual Permitida (RAP), estimada em R$ 343,1 milhões para o ciclo tarifário 2025/2026. A margem Ebitda projetada é de cerca de 95%, refletindo a natureza regulada e previsível das receitas do segmento de transmissão.
Impacto operacional e sistêmico
O projeto Piraquê é considerado um dos maiores empreendimentos greenfield do setor de transmissão no Brasil. A iniciativa envolveu a construção de oito linhas de transmissão — sete de 500 kV e uma de 345 kV — totalizando aproximadamente 1.000 quilômetros de extensão entre Minas Gerais e Espírito Santo.
O Bloco 3, especificamente, contemplou a implantação de duas linhas no Espírito Santo, além da ampliação das subestações associadas. O ativo tem papel estratégico ao diminuir o risco de sobrecargas no sistema, especialmente em cenários de elevada transferência de energia entre as regiões Nordeste e Sudeste.
A companhia destaca que o empreendimento contribui para a estabilidade da rede elétrica no Espírito Santo, ampliando a capacidade de escoamento de energia e reduzindo a probabilidade de falhas operacionais. O reforço estrutural é visto como relevante diante do crescimento da demanda e da maior complexidade do sistema interligado.
Financiamento e geração de valor
O investimento total no projeto foi de aproximadamente R$ 3,85 bilhões, com financiamento integral realizado por meio de debêntures verdes de infraestrutura. A estrutura reforça a estratégia da companhia de alinhar expansão de capacidade à agenda de sustentabilidade.
Com a energização completa, a ISA Energia passa a capturar integralmente os retornos do ativo, fortalecendo sua geração de caixa e previsibilidade de receitas no longo prazo. A empresa opera sob regime de lucro real, o que também influencia a dinâmica de resultados.
Em comunicado, a companhia reiterou o compromisso com a criação de valor sustentável por meio de projetos de transmissão. A estratégia está alinhada à expansão do sistema elétrico e à transição energética no Brasil, com foco em segurança, eficiência e integração regional.






